13 de julho de 2018, 07h36

Bolsonaro fez reunião secreta com embaixador dos EUA

“Privatizações, concessões e desmobilizações. Tinha que vender tudo”, afirmou o coordenador econômica de Bolsonaro, Paulo Guedes em Chicago.

O pré-candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) teve uma reunião fora da agenda e sem divulgação com o embaixador dos Estados Unidos, Peter Michael McKinley, há menos de duas semanas, informa o Painel da Folha de S. Paulo. Que ainda registra que o presidenciável tem dito a aliados que é preciso se aproximar dos EUA.

A embaixada americana foi procurada pela Folha e informou que respeita a “independência do processo eleitoral” e que está se reunindo com os principais presidenciáveis do país. Ao mesmo tempo que disse isso não especificou quais outros candidato teria recebido.

Bolsonaro que se projetou nacionalmente como uma pessoa caricata tem feito movimentos nos últimos meses para se parecer cada vez mais com Donald Trump, com quem busca ter um encontro presencial.

Uma das movimentações neste sentido foi a escolha de Paulo Guedes como seu coordenador econômico. Guedes é ultraliberal e defende privatizações irrestritas para quitar parte da dívida pública brasileira. Isso soa como música não só para o mercado como para boa parte dos investidores americanos.

“Privatizações, concessões e desmobilizações. Tinha que vender tudo”, afirmou o economista, com Ph.D. na Universidade de Chicago, considerada o templo mundial do liberalismo.