14 de janeiro de 2018, 17h42

Bolsonaro gasta 39% a mais com voos pagos pela Câmara dos Deputados

Com a tentativa de viabilizar o seu nome para a eleição presidencial, o parlamentar do PSC aumentou seus gastos com passagens aéreas pagas com dinheiro público.

Com a tentativa de viabilizar o seu nome para a eleição presidencial, o parlamentar do PSC aumentou seus gastos com passagens aéreas pagas com dinheiro público.

Da Redação*

O deputado federal e presidenciável pelo PSC, Jair Bolsonaro, viajou para Campina Grande, segundo maior colégio eleitoral da Paraíba, para dar palestras, falar com eleitores em praças e conceder entrevistas para rádios locais no dia 8 de fevereiro do ano passado. “Hoje estou perdendo a sessão em Brasília. Gostaria de estar lá, mas para quem tem outras tem de estar muito bem preparado para aquele momento em 2018. Vale a pena tudo isso aí”, disse em entrevista à época.

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Com a tentativa de viabilizar o seu nome para a eleição presidencial, Bolsonaro aumentou seus gastos com passagens aéreas pagas com dinheiro público da Câmara dos Deputados. De acordo com o Estadão/Broadcast, nesta legislatura (entre 2015 e 2017), o parlamentar gastou 39% mais com passagens custeadas pela Câmara do que no período anterior (de 2011 a 2014): passou de R$ 261 mil para R$ 362 mil.

Os deslocamentos para outros estados do país aumentaram de 23 para 83 (2,3 por mês). Foram considerados somente os bilhetes em que Bolsonaro é o passageiro e pagos por meio da cota parlamentar. A um ano do fim do atual mandato, o deputado já se deslocou 351 vezes, ante 404 dos quatro anos anteriores.

Recentemente, Bolsonaro amargou uma intensa repercussão negativa na imprensa, após a Folha publicar reportagens relatando o patrimônio dele e dos filhos parlamentares, além do recebimento de auxílio-moradia mesmo tendo apartamento próprio em Brasília. Bolsonaro e seus três filhos que exercem mandato – Eduardo, Carlos e Flávio – são donos de 13 imóveis com preço de mercado de pelo menos R$ 15 milhões em pontos valorizados no Rio de Janeiro, como Copacabana, Urca e Barra da Tijuca, e de Brasília. O parlamentar chamou o jornal de canalha.

*Com informações do Estadão e do Brasil 247

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil