17 de janeiro de 2019, 09h14

Bolsonaro indica ex-executivos da Odebrecht para Conselho de Administração da Petrobras

John Forman, condenado na CVM por uso de informação privilegiada em negociações na bolsa em 2013, renunciou à indicação

São Paulo - Fachada da construtora Odebrecht em São Paulo.
O governo Jair Bolsonaro indicou três executivos para o conselho de administração da Petrobras. Dois deles trabalharam no Grupo Odebrecht. A Odebrecht está no centro das investigações da operação Lava Jato, que denunciou esquemas de corrupção envolvendo a Petrobras. Os dois executivos ligados à empreiteira convidados foram John Forman e João Cox. Forman foi condenado na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) por uso de informação privilegiada em negociações na bolsa em 2013. Ele foi diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANPP) e renunciou à indicação. A informação foi dada na manhã desta quarta-feira (16), em nota da...

O governo Jair Bolsonaro indicou três executivos para o conselho de administração da Petrobras. Dois deles trabalharam no Grupo Odebrecht.

A Odebrecht está no centro das investigações da operação Lava Jato, que denunciou esquemas de corrupção envolvendo a Petrobras.

Os dois executivos ligados à empreiteira convidados foram John Forman e João Cox.

Forman foi condenado na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) por uso de informação privilegiada em negociações na bolsa em 2013. Ele foi diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANPP) e renunciou à indicação.

A informação foi dada na manhã desta quarta-feira (16), em nota da Petrobras onde a estatal informa “ter recebido a carta de renúncia do Sr. John Milne Albuquerque Forman à sua indicação, pelo acionista controlador, para membro do Conselho de Administração da companhia, conforme divulgado em Comunicado ao Mercado de 14/01/2019”.

Segundo a Petrobras, Forman “agradeceu o convite para participar do Conselho de Administração e informou que as razões para tal decisão são de ordem pessoal, visando evitar qualquer tipo de constrangimento ou problema para a companhia, considerando as notícias veiculadas na imprensa, desde a sua indicação, sobre condenação em processo na CVM [Comissão de Valores Mobiliários], que se encontra atualmente em discussão no judiciário”.

A companhia informa, ainda, que divulgará ao mercado assim que receber nova indicação do acionista controlador para a vaga que permanece aberta no Conselho de Administração da companhia”.

A Petrobras reafirmou, na nota, que “qualquer indicação [para o Conselho de Administração] será submetida aos procedimentos de governança corporativa da companhia, incluindo as análises de conformidade e integridade requeridas pelo processo sucessório da companhia, com apreciação pelo Comitê de Indicação, Remuneração e Sucessão, e pelo Conselho de Administração e, posteriormente, pela Assembleia Geral de Acionistas”.

Os três membros indicados substituiriam Luiz Nelson Carvalho, Francisco Petros e Durval José Soledade Santos no Conselho de Administração da companhia.

Cox trabalhou 13 anos na Odebrecht e atua desde junho de 2016 como membro do conselho de administração da Brasken, braço petroquímico do grupo.

Foi indicado também o almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, ex-comandante da Marinha.

Com informações da coluna de Mônica Bergamo e da EBC