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23 de março de 2019, 15h43

Bolsonaro rebate Maia e diz que a responsabilidade da reforma está no Parlamento

“Entendo que o governo eleito não pode terceirizar sua responsabilidade. O presidente precisa assumir a liderança, ser mais proativo”, havia dito o presidente da Câmara

Foto: José Dias/PR/Agência Brasil
Continua a troca de farpas entre Jair Bolsonaro e integrantes do seu governo e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O presidente, ainda no Chile, rebateu, neste sábado (23), o deputado e disse que algumas pessoas “não querem largar a velha política” no Brasil e declarou que a responsabilidade pela reforma da Previdência está com o Parlamento, ao contrário do que Maia afirmou. “Temos preocupações, sim, com as discussões que ocorrem por ocasião da reforma da Previdência e queremos aprová-la. Entendemos que é o único caminho que temos para alavancar o Brasil juntamente com outros países da América do...

Continua a troca de farpas entre Jair Bolsonaro e integrantes do seu governo e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O presidente, ainda no Chile, rebateu, neste sábado (23), o deputado e disse que algumas pessoas “não querem largar a velha política” no Brasil e declarou que a responsabilidade pela reforma da Previdência está com o Parlamento, ao contrário do que Maia afirmou.

“Temos preocupações, sim, com as discussões que ocorrem por ocasião da reforma da Previdência e queremos aprová-la. Entendemos que é o único caminho que temos para alavancar o Brasil juntamente com outros países da América do Sul para o lugar de destaque que nós merecemos estar”, destacou Bolsonaro, em pronunciamento durante encontro com o presidente do Chile, Sebastian Piñera.

“Eu confio na maioria dos parlamentares que essa não é uma questão de governo, mas sim uma questão de Estado. É uma questão para nós, no Brasil, não enfrentarmos situações que outros países enfrentaram, como na Europa”, disse.

Liderança

Maia pensa diferente de Bolsonaro e enquadrou o presidente: “Entendo que o governo eleito não pode terceirizar sua responsabilidade. O presidente precisa assumir a liderança, ser mais proativo. O discurso dele é: sou contra a reforma, mas fui obrigado a mandá-la ou o Brasil quebra. Ele dá sinalização de insegurança ao Parlamento. Ele tem que assumir o discurso que faz o ministro Paulo Guedes. Hoje, o governo não tem base. Não sou eu que vou organizar a base. O presidente da Câmara sozinho, em uma matéria como a reforma da Previdência, não tem capacidade de conseguir 308 votos”.

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Além disso, o presidente da Câmara avançou nas críticas: “As pessoas precisam da reforma da Previdência e, também, que o governo volte a funcionar. Nós temos uma ilha de governo com o Paulo Guedes. Tirando ali, você tem pouca coisa. Ou pouca coisa pública. Nós sabemos onde estão os problemas. Um governo de direita deveria estar fazendo não apenas o enfrentamento nas redes sociais sobre se o comunismo acabou ou não”.

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