12 de fevereiro de 2019, 09h04

Bolsonaro revê contratos e quer aumentar em até 58% valor de pedágios em concessões da gestão Lula

"Nessas estradas, há pedágios muito baixos, sem investimentos previstos, e queremos autorizar aumento", disse o ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas

O ministro de Infraestrutura, Tarcísio Freitas, e Bolsonaro (Divulgação)
Reportagem de Julio Wiziack e Fábio Fabrini, na edição desta terça-feira (12) da Folha de S.Paulo, informa o Ministério de Infraestrutura de Jair Bolsonaro (PSL) está revendo contratos de concessões de rodovias e quer permitir um aumento de até 58% no valor dos pedágios em rodovias licitadas durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a reportagem, o aumento médio deve ficar em 25%. Em alguns casos, como o da Fernão Dias, que liga São Paulo a Belo Horizonte, o reajuste pode chegar a 58%. O ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, afirmou à Folha que “há...

Reportagem de Julio Wiziack e Fábio Fabrini, na edição desta terça-feira (12) da Folha de S.Paulo, informa o Ministério de Infraestrutura de Jair Bolsonaro (PSL) está revendo contratos de concessões de rodovias e quer permitir um aumento de até 58% no valor dos pedágios em rodovias licitadas durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo a reportagem, o aumento médio deve ficar em 25%. Em alguns casos, como o da Fernão Dias, que liga São Paulo a Belo Horizonte, o reajuste pode chegar a 58%.

O ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, afirmou à Folha que “há espaço para aumento” até maior de tarifa em rodovias que não têm mais obras programadas.

“Nessas estradas, há pedágios muito baixos, sem investimentos previstos, e queremos autorizar aumento”, disse.

Na Fernão Dias, o pedágio poderia, segundo cálculos parciais, saltar de R$ 2,40 para R$ 3,80, que faria frente a R$ 1,2 bilhão em investimentos.

Segundo o Ministério, as concessionárias responsáveis pelas estradas enfrentam desequilíbrio financeiro e alegam não conseguir investir R$ 7 bilhões em obras de melhoria previstas nos contratos.

Nossa sucursal em Brasília já está em ação. A Fórum é o primeiro veículo a contratar jornalistas a partir de financiamento coletivo. E para continuar o trabalho precisamos do seu apoio. Saiba mais.