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16 de fevereiro de 2018, 15h40

Bolsonaro se diz contra intervenção militar no Rio de Janeiro

O deputado federal não concorda com a forma com a qual foi adotada a intervenção que, na sua opinião, é de "gabinete": “No Haiti, você podia atirar. Aqui, como vai ser?”

Bolsonaro. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), um dos maiores entusiastas de intervenções militar, disse ao site de direita O Antagonista que não concorda com o decreto baixado por Michel Temer nesta sexta-feira (16) que transferiu o controle da Segurança Pública do Rio de Janeiro para um comandante das Forças Armadas. Não que Bolsonaro não goste de intervenção militar, mas esta adotada pelo governo Temer após o pedido do governador do Rio de Janeiro se trata de uma “intervenção de gabinete”. “É uma intervenção decidida dentro de um gabinete, sem discussão com as Forças Armadas. Nosso lado não está satisfeito. Estamos...

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), um dos maiores entusiastas de intervenções militar, disse ao site de direita O Antagonista que não concorda com o decreto baixado por Michel Temer nesta sexta-feira (16) que transferiu o controle da Segurança Pública do Rio de Janeiro para um comandante das Forças Armadas.

Não que Bolsonaro não goste de intervenção militar, mas esta adotada pelo governo Temer após o pedido do governador do Rio de Janeiro se trata de uma “intervenção de gabinete”.

“É uma intervenção decidida dentro de um gabinete, sem discussão com as Forças Armadas. Nosso lado não está satisfeito. Estamos aqui para servir à pátria, não para servir esse bando de vagabundos”, afirmou.

O pré-candidato à presidência disse ainda que a tal “guerra” instaurada no Rio de Janeiro, que justificaria a intervenção, é uma “guerra de um lado só”.

“No Haiti, você podia atirar. Aqui, como vai ser?”, disparou.

Para o ex-militar, “o problema da segurança no Rio não vai ser resolvido por decreto presidencial, assinando um papel”.

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