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27 de Fevereiro de 2018, 17h35

Bolsonaro será interrogado em abril por apologia ao estupro no caso Maria do Rosário

Deputado federal e presidenciável responde a duas ações penais por afirmar que não estupraria a parlamentar do PT porque ela “não merece”

Jair Bolsonaro foi denunciado pelo Ministério Público por incitar publicamente a prática do crime de estupro ao dizer que não iria estuprar a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela não merecia – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro, réu em duas ações penais por injúria e apologia ao crime de estupro, foi intimado a prestar depoimento no processo a que responde no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi do ministro Luiz Fux, relator do caso. Fux agendou para o dia 4 de abril o interrogatório de Bolsonaro. A oitiva será realizada na sala de audiências do STF e comandada pelo juiz Bruno Jacoby de Lamare. As informações são de Marcela Mattos, da Veja.

Na decisão, Fux ressalta que Bolsonaro poderá ser intimado tanto no Congresso Nacional quanto em qualquer outro lugar em que seja encontrado pelo oficial de Justiça – se ele não for encontrado, a intimação se dará por edital. O parlamentar também tem a possibilidade de se recusar a comparecer ao interrogatório. Neste caso, a audiência será considerada realizada.

Jair Bolsonaro foi denunciado pelo Ministério Público por incitar publicamente a prática do crime de estupro ao dizer que não iria estuprar a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela não merecia. Ao jornal Zero Hora, o deputado ainda reafirmou a declaração e justificou que a petista é “muito feia”.

“Ao dizer que não estupraria a deputada porque ela não ‘merece’, o denunciado instigou, com suas palavras, que um homem pode estuprar uma mulher que escolha e que ele entenda ser merecedora do estupro”, disse a vice-procuradora Elo Wiecko, ao apresentar a denúncia.