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16 de novembro de 2014, 15h57

Boris Fausto é um dos maiores salários da USP: 45 mil reais; FHC recebe 22 mil

Após a crise, universidade foi obrigada a divulgar os salários dos professores; para sindicalistas, obras desnecessárias levaram a universidade ao colapso financeiro

Após a crise, universidade foi obrigada a divulgar os salários dos professores; para sindicalistas, obras desnecessárias levaram a universidade ao atual colapso financeiro Por Redação A Universidade de São Paulo (USP) foi obrigada, a partir de uma ação do Tribunal de Justiça, a divulgar os salários de professores e alunos. A ação do Tribunal, argumentou que “ocultar os ganhos de seus profissionais viola os princípios de transparência e publicidade previstos na Constituição”. O jornal Folha de São Paulo organizou uma ferramenta de busca que permite localizar o professor desejado e verificar quanto recebe. Entre eles, há nomes bem conhecidos, como...

Após a crise, universidade foi obrigada a divulgar os salários dos professores; para sindicalistas, obras desnecessárias levaram a universidade ao atual colapso financeiro

Por Redação

A Universidade de São Paulo (USP) foi obrigada, a partir de uma ação do Tribunal de Justiça, a divulgar os salários de professores e alunos. A ação do Tribunal, argumentou que “ocultar os ganhos de seus profissionais viola os princípios de transparência e publicidade previstos na Constituição”.

O jornal Folha de São Paulo organizou uma ferramenta de busca que permite localizar o professor desejado e verificar quanto recebe. Entre eles, há nomes bem conhecidos, como Boris Fausto, historiador e cientista político, que recebe da universidade R$ 45 mil reais. Na lista, também configura o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com salário de R4 22 mil. Outro nome popular, pelo menos da área econômica, é o Antonio Delfim Neto, com vencimentos de R$ 28. 260 mil.

Desde que se tornou público que as contas da Universidade de São Paulo iam fechar no vermelho o ano de 2014, vários motivos foram levantados: a gestão do reitor João Grandino Rodas (2010-2014), que foi escolhido pelo então governador de São Paulo José Serra (PSDB), é acusada de ter investido em obras faraônicas consideradas “desnecessárias” que levaram a universidade paulista ao colapso financeiro em que se encontra.

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O novo reitor, Marco Antonio Zago, que tomou posse este ano, já reconheceu a crise e, para combate-la, como temiam os funcionários da USP, anunciou congelamento de salários e um plano de demissão voluntária de três mil funcionários. A verba para pesquisa também foi cortada em 30%.

Aqui você pode conferir um cronograma histórico da pior crise enfrentada pela Universidade de São Paulo.

Foto: Pragmatismo Político

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