07 de maio de 2018, 23h50

Boulos: “Herdeiro só se fala quando está morto. O Lula está vivo e é candidato”

No Roda Vida, Guilherme Boulos, pré-candidato à presidência, foi perguntado sobre as comparações com Lula e seu apoio à liberdade do ex-presidente. "Temos críticas ao PT, mas isso não nos faz ser coniventes com injustiça"

Líder do MTST e pré-candidato à presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos foi bombardeado no “Roda Viva” desta segunda-feira (7) com perguntas relacionadas ao ex-presidente Lula.

Um dos jornalistas da bancada perguntou o motivo pelo qual o psolista não escolheu o PT como partido para se candidatar, já que ultimamente tem sido visto com frequência nos palanques de Lula e do PT. Boulos, no entanto, não titubeou ao dizer que sobe no palanque do PT porque não aceita injustiças.

“Lula foi preso sem nenhuma prova. Michel Temer tem gravação pedindo para manter o esquema do Cunha. Tem mala de dinheiro. Aécio Neves, dizendo até que ia matar o primo, está lá no Senado. Contra Lula não tem provas, e ele está preso. Essa prisão foi casuística, foi para tirá-lo do processo eleitoral. Por isso entendemos que é preciso encampar essas bandeiras. Temos críticas ao PT, mas isso não nos faz ser coniventes com injustiça”, afirmou.

Pouco depois, Boulos foi perguntado se o incomodam as comparações com Lula e a pecha de “herdeiro” do petista. Mais uma vez, o líder do MTST foi direto: “Não me incomoda ser comparado ao Lula. O Lula construiu a sua trajetória simbólica como alguém que veio de baixo, defendendo a justiça e a igualdade social. Minha trajetória vem do MTST. Moro na periferia de São Paulo, defendo a justiça social e a igualdade (…) Agora, herdeiro só se fala quando está morto. O Lula está vivo e é candidato”.