08 de novembro de 2018, 18h59

Boulos visita Lula: “Não temos o direito de recuar e ele não vai abrir mão da luta”

Candidato a presidente pelo PSOL e o deputado Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara, se encontraram com o ex-presidente em Curitiba: "Tivemos outros momentos tão duros na nossa história e passaram"

Foto: Eduardo Matysiak/site Revérbero

Guilherme Boulos (PSOL), líder do MTST e candidato à presidência visitou o ex-presidente Lula, nesta quinta-feira (8), na sede da Polícia Federal em Curitiba. “Nós estivemos com o presidente Lula. Ele está bem, está firme, mas, como todos nós, preocupado com o destino do país, com o risco aos direitos sociais, às liberdades democráticas, que a gente tem vivido nesses tempos”, disse aos jornalistas.

Boulos ressaltou o desejo do ex-presidente de estimular a luta: “Ele estimulou as pessoas que sigam na luta, que não se intimidem, que não se deixem levar por esse momento sombrio. E nós, dos movimentos sociais, as forças populares desse país, vamos seguir lutando por direitos, por democracia”, ressaltou.

“Dentro da pauta democrática, seguramente, a continuidade da campanha pelo Lula livre, pois se trata de uma prisão política, arbitrária e que foi conduzida sem qualquer prova e com um processo judicial viciado, o que se confirmou agora com a indicação do Sérgio Moro para ministro da Justiça”.

Inspiração

O deputado Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara, acompanhou Boulos: “A visita ao presidente Lula é sempre inspiradora. Lula fez referência de agradecimento aos movimentos sociais, partidos do campo popular, que ao longo desses sete meses em defesa de sua liberdade e reconhecimento da injustiça que está cometida contra ele. Em especial aos companheiros da vigília. Ele acompanha as coisas, sabe da mobilização, isso mantém ele motivado”, revelou.

Boulos se dirigiu aos militantes: “Quando a gente chega e vê um companheiro que está há sete meses preso injustamente e ouve dele um estímulo para seguir lutando, mesmo com estas nuvens tão sombrias, seguir resistindo, não baixar nossas bandeiras, traz uma responsabilidade ainda maior. Nós não temos o direito de recuar, temos a responsabilidade histórica de seguir lutando pela democracia, pela liberdade de Lula”, acrescentou.

O líder do MTST mencionou uma mensagem de Lula: “Ele não vai abrir mão. Mesmo estando lá, injustiçado, ele tem consciência da importância histórica da resistência. Eles vão passar. Tivemos outros momentos tão duros na nossa história e passaram. Mas passaram porque teve gente que resistiu. Vamos construir a retomada democrática”.

Acompanhem o vídeo da entrevista de Guilherme Boulos e Paulo Pimenta: