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26 de fevereiro de 2019, 11h33

Brasil não pode ser “instrumento de outro país” em intervenção na Venezuela, afirma Rodrigo Maia

"A gente sabia que por trás da ajuda humanitária tinha um encaminhamento diferente, do meu ponto de vista, dos Estados Unidos. Está feito aí, mortes, uma confusão na fronteira brasileira em Roraima", disse Maia

O presidente da Cãmara dos Deputados, Rodrigo Maia (Foto: Divulgação)
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou que o Brasil não pode ser “instrumento de outro país”, referindo-se a um possível conflito com a Venezuela devido às tentativas dos Estados Unidos de intervir na política e soberania do país vizinho. Para Maia, não deve haver intervenção do governo brasileiro na questão. Blog do Rovai, direto de Caracas: Maduro não cai tão cedo “Todo mundo sabe que fui contra a participação do Brasil nessa ajuda humanitária. Que a gente sabia que por trás da ajuda humanitária tinha um encaminhamento diferente, do meu ponto de vista, dos Estados Unidos. Está...

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou que o Brasil não pode ser “instrumento de outro país”, referindo-se a um possível conflito com a Venezuela devido às tentativas dos Estados Unidos de intervir na política e soberania do país vizinho. Para Maia, não deve haver intervenção do governo brasileiro na questão.

Blog do Rovai, direto de Caracas: Maduro não cai tão cedo

“Todo mundo sabe que fui contra a participação do Brasil nessa ajuda humanitária. Que a gente sabia que por trás da ajuda humanitária tinha um encaminhamento diferente, do meu ponto de vista, dos Estados Unidos. Está feito aí, mortes, uma confusão na fronteira brasileira em Roraima. Um estado que já está sofrendo tanto agora com mais problemas, mais procura por hospitais”, afirmou o presidente da Câmara.

“Acho que a gente tem que tomar certo cuidado para o Brasil não ser instrumento de outro país em um conflito que é grave, que precisa de uma solução,  mas que não deve ter a intervenção do governo brasileiro”, acrescentou.

Veja também:  "Se atitude significa ser subserviente, não é realmente o nosso caso", rebate Flávio Dino a Dória

Os Estados Unidos, Brasil e Colômbia tentaram atravessar a fronteira da Venezuela no último sábado (23) sob o pretexto de enviar caminhões com ajuda humanitária ao país. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, afirma que na verdade os países se articulam para derrubá-lo e colocar em seu lugar Juan Guaidó, que se autodeclarou presidente da Venezuela. Segundo Maduro, o interesse de Donald Trump é no petróleo venezuelano.

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