09 de agosto de 2018, 11h49

Brasil quebra novo recorde e registra o maior número de assassinatos da história

Levantamento do Anuário Brasileiro de Segurança Pública contabiliza 63.880 mortes violentas em 2017; índice de estupros também cresce, assim como homicídios decorrentes de intervenções de policiais civis e militares

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, publicado no Anuário Brasileiro de Segurança Pública e divulgado nesta quinta-feira (9), o Brasil quebrou mais um recorde e registrou 63.880 mortes violentas em 2017, o maior número de homicídios da história. Sete pessoas foram assassinadas por hora no ano passado, o que representa um aumento de 2,9% em relação a 2016. Os estupros também subiram: 8,4% de um ano para o outro. As informações são de Cíntia Acayaba e Paula Paiva Paulo, do G1.

Entre os estados brasileiros, o Rio Grande do Norte conta com o maior índice de mortes violentas do país: 68 por 100 mil habitantes. Em seguida aparecem: Acre (63,9) e Ceará (59,1).  Os homicídios provocados pela ação de policiais também aumentaram. Subiram 20% em relação a 2016: 5.144 pessoas foram mortas em decorrência de intervenções de policiais civis e militares, o que representa 14 mortos por policiais por dia.

Em contrapartida, a taxa de policiais mortos diminuiu 4,9% em relação a 2016: 367 policiais civis e militares foram vítimas de homicídio em 2017. Apesar da diminuição, o número continua alto.

A pesquisa contabilizou, ainda, o número de mulheres vítimas de homicídio em 2017: 4.539 (aumento de 6,1% em relação a 2016). Desse total, 1.133 foram vítimas de feminicídio. Ao todo, 221.238 foram registros de violência doméstica (606 casos por dia).

O número de estupros foi ouro índice que cresceu no Brasil em 2017: foram 60.018 casos registrados no país no ano passado, o que significa aumento de 8,4% em relação a 2016.