Dinheiro público banca dieta das Forças Armadas com bacalhau, picanha e uísque 12 anos

Um grupo de deputados do PSB protocolou representação na PGR, com o objetivo de esclarecer os gastos alimentares dos militares

Um prato à base de lombo de bacalhau - Foto: Reprodução
Escrito en BRASIL el

Deputados do PSB protocolaram uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR), com o objetivo de esclarecer os gastos alimentares das Forças Armadas, ao longo de 2020, feitos com dinheiro público.

A dieta dos militares incluiu 140 mil quilos de lombo de bacalhau, 700 mil quilos de picanha, 80 mil cervejas, além de uísques 12 anos e garrafas de conhaque, de acordo com reportagem de André Borges, em O Estado de S. Paulo.

“É um poço sem fundo. Quanto mais investigamos, mais absurdos e irregularidades encontramos. Se não bastasse o governo comprar picanha e cerveja, ainda tem o corte mais caro do bacalhau, uísque e conhaque e com indícios de superfaturamento”, afirma o deputado Elias Vaz de Andrade (PSB-GO).

Ele é um dos assinaram a representação encaminhada ao procurador-geral da República, Augusto Aras. “Além da PGR, eu e mais nove deputados do PSB vamos levar essas informações ao Tribunal de Contas da União. Também estamos discutindo propor a instalação da CPI das compras do governo na Câmara Federal”.

Um pedido homologado pelo Comando da Aeronáutica registrou a aquisição de 500 quilos de lombo de bacalhau, ao preço de R$ 150 o quilo.

O 38º Batalhão de Infantaria, por sua vez, comprou dez garrafas do uísque Ballantine’s com 12 anos de envelhecimento. O preço da unidade foi R$ 144,13.

O Comando da Marinha não ficou atrás e adquiriu 15 garrafas de Johnnie Walker 12 anos, ao valor de R$ 164,18 a unidade.

Licitação

“Existe sempre uma significativa diferença entre processos de licitação e a compra efetivamente realizada, cuja efetiva aquisição é concretizada conforme a real necessidade da administração”, alega o Ministério da Defesa.

Elias Vaz rebateu: “Estamos denunciando esses processos licitatórios. Essas empresas tiveram suas propostas aprovadas, por esses valores. Há processos de compra concluídos e, inclusive, já efetivamente pagos. Todos eles foram homologados pelas Forças Armadas”.