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27 de fevereiro de 2018, 11h20

Breno Altman: Uma ideia preciosa

Em novo artigo, o jornalista Breno Altman analisa ideia do economista Paulo Feldmann, que defende a criação de um imposto especial sobre lucros bancários

Como os cinco maiores bancos fecharão o ano com 110 bilhões de lucro líquido (após os impostos vigentes), essa taxação de salvação nacional corresponderia a 55 bilhões por ano ou mais – Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas O economista Paulo Feldmann, em artigo na Folha de S.Paulo, hoje, lançou uma proposta programática que deveria imediatamente ser incorporada pelo PT: a criação de um imposto especial sobre lucros bancários, por um período de três anos, no valor de 50% desses rendimentos. Como os cinco maiores bancos fecharão o ano com 110 bilhões de lucro líquido (após os impostos vigentes), essa taxação de...

Como os cinco maiores bancos fecharão o ano com 110 bilhões de lucro líquido (após os impostos vigentes), essa taxação de salvação nacional corresponderia a 55 bilhões por ano ou mais – Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

O economista Paulo Feldmann, em artigo na Folha de S.Paulo, hoje, lançou uma proposta programática que deveria imediatamente ser incorporada pelo PT: a criação de um imposto especial sobre lucros bancários, por um período de três anos, no valor de 50% desses rendimentos.

Como os cinco maiores bancos fecharão o ano com 110 bilhões de lucro líquido (após os impostos vigentes), essa taxação de salvação nacional corresponderia a 55 bilhões por ano ou mais.

No triênio 2019-2021, provavelmente o total chegaria a R$ 180-200 bilhões. Seria um aporte e tanto para tirar o país da crise fiscal, aumentar os investimentos públicos e alavancar o desenvolvimento.

A troca é boa: sai a reforma da previdência, entra a taxação extraordinária sobre o capital bancário.

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