escrevinhador

por Rodrigo Vianna

18 de novembro de 2009, 16h30

Cláudio Humberto: FHC teve outro filho “por fora”, com a empregada! Esse ele reconheceu?

A informação está no blog do jornalista Cláudio Humberto – que foi assessor de Collor, e hoje escreve na internet, além de assinar colunas em vários jornais Brasil afora.

Cláudio Humberto diz que Maria Helena Pereira – ex-empregada de FHC – teria tido um filho com o patrão. O garoto, sempre segundo o blog do Cláudio Humberto, chama-se Leonardo, tem 20 anos e trabalha numa repartição pública – http://www.claudiohumberto.com.br/principal/index.php.

O jornalista diz que ligou para a asessoria de FHC, na tentativa de confirmar a informação. Mas não obteve resposta.

Longe do legado de Florestan, FHC fez-se homem cordial (na acepção de Buarque): e reviveu Gilberto Freyre?

Por hora, vale a máxima cunhada pela “Folha”, a respeito da ficha (aquela, sim, falsa) de Dilma: a informação não pode ser confirmada, mas também não pode ser descartada. Vamos aguardar.

Leonardo teria quase a mesma idade de Thomas (filho do ex-presidente garanhão com uma jornalista da Globo). Na época, FHC era senador, e pelo visto tinha os hormônios à flor da pele. Outro dado curioso: Leonardo não foi mandado para o exterior, como Thomas. A mãe teria ganho uma casinha na periferia de Brasília (lá, eles chamam de “entorno”).

A mãe de Thomas é branca. A mãe de Leonardo é negra.

FHC gostava de alardear sua relação de amizade (e de proximidade intelectual) com o grande Florestan Fernandes. De fato, os dois foram amigos. As duas famílias se frequentavam. Mas, no fim da vida, o velho Florestan estava muito desgostoso com FHC…  Não pelos hábitos romântico-sexuais do tucano. Mas pelas posições políticas.

Tanto que Florestan (o pai) nem foi à festa da posse de FHC, em janeiro de 95. Como sei disso? Eu fui à festa  com o convite do velho Florestan. Eu cobrira a posse, em Brasília, pela TV Cultura, e queria acompanhar de perto a festa no Itamaraty. Florestan (o filho – amigo de longa data) me passou o convite do pai – que ficaria sem uso. Interesse jornalístico. Mas havia uns vinhos bons. Disso eu me lembro bem.

Florestan Fernandes nem chegou a acompanhar a aventura neo-liberal de FHC no governo, porque o velho sociólogo morreu pouco tempo depois da posse…

Se confirmada a informação de que FHC teve um filho com a empregada (repito, é preciso aguardar o pronunciamento de FHC), seria mais uma demonstração simbólica de que o tucano abandonou mesmo o legado renovador de Florestan. Preferiu a velha tradição da Casa Grande&Senzala. Gilberto Freyre vive?

Tudo isso seria uma questão de cunho puramente pessoal. Mas há um detalhe: FHC foi presidente, teve que apresentar declarações de IR quando se candidatou. O (s) filho (s) apareciam como dependentes? Estamos diante de um ex-presidente (e ex-ministro da Fazenda) que não dava muita bola pra essas coisas, é isso?

Um homem cordial – na verdadeira concepção buarquiana do conceito. O “cordial” para Sergio Buarque de Holanda não significava “gente boa”, ou “gentil”  – como imaginamos no senso comun. “Homem cordial” é aquele que age pelo coração – não segue as regras (impessoais) que devem reger uma República. O que importa são os laços afetivos, de proximidade e compadrio.

Sergio Buarque de Holanda vive.

Fernando Henrique Cardoso é que eu já não sei mais se vive. O sociólogo se foi há muito tempo. O presidente – por falta de compostura (política) – também está apagando sua imagem.

Um fim tristonho. Mas o (s) filho (s) não tem nada com isso. Que sejam felizes!

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