escrevinhador

por Rodrigo Vianna

24 de julho de 2015, 12h26

Petroleiros entram em greve contra entrega do pré-sal e em defesa da Petrobras

Os petroleiros protestam contra os cortes de investimento e vendas de ativos da Petrobras e contra o Projeto de Lei 131, de autoria do senador José Serra.

Da Comunicação da FUP

 No vídeo: Paulo Antunes, petroleiro do ramo químico no Paraná

Os trabalhadores do Sistema Petrobrás entram em greve a partir do primeiro minuto de sexta-feira, 24. A paralisação foi aprovada em todas as bases do país e terá a duração de 24h, nas unidades operacionais e administrativas da empresa.

A greve de advertência foi deliberada durante a 5ª Plenária Nacional da Federação Única dos Petroleiros, realizada entre os dias 1º e 5 de julho, em Guararema, e referendada pelos trabalhadores em assembleias que ocorreram entre os dias 7 e 23 de julho. Os petroleiros protestam contra os cortes de investimento e vendas de ativos aprovados pelo Conselho de Administração da Petrobrás para o novo Plano de Gestão e Negócios da empresa, referente ao período 2015/2019.

A FUP e seus sindicatos repudiam as metas de desinvestimentos anunciados pela companhia, que visam o corte de 89 bilhões de dólares em investimentos e despesas, bem como a venda de ativos de patrimônio da ordem de 57 bilhões de dólares.

A defesa da Petrobrás como principal indutora do desenvolvimento nacional também é uma das principais motivações da greve nacional dos petroleiros. O movimento sindical é contra o Projeto de Lei 131, de autoria do senador José Serra (PSDB – SP), que propõe a alteração do modelo vigente de exploração do pré-sal (Regime de Partilha), que possibilita à Petrobras ser a operadora única das jazidas.

No dia 16 de julho, após três semanas de intensa mobilização da FUP, movimentos sociais e outras categorias em Brasília, 46 senadores assinaram o requerimento para retirar o PLS 131 do regime de urgência.

O projeto foi remetido para uma Comissão Especial, que terá 45 dias para debater a proposta do senador José Serra. Logo em seguida, o PLS 131 volta ao plenário do Senado para apreciação.

Confira as reivindicações dos petroleiros:

– Recomposição dos efetivos.

– Detalhamento da nova composição da estrutura organizacional da empresa e justificativas para avaliação e ratificação da FUP e seus sindicatos.

– Criação de um Comitê Gestor da diretoria de SMS, paritário e deliberativo, com participação da FUP e seus sindicatos.

– Manutenção da Petrobrás Distribuidora e dos campos terrestres.

– Incorporação integral das unidades controladas e subsidiárias. Que as atividades dessas unidades passem a ser exercidas exclusivamente pela Petrobrás.

– Conclusão das obras da Refinaria Abreu e Lima (PE), Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (FAFEN – MS)

e Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj).

 

– Manutenção da atual política de Responsabilidade Social com incentivo à economia do País com investimentos na indústria nacional de petróleo e gás.

 

– Que a Petrobrás assuma publicamente sua plena condição e interesse em permanecer como operadora única do pré-sal.