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23 de outubro de 2018, 23h04

Buscas por Bolsonaro no Google despencam após Whatsapp bloquear contas por fake news

Dados do Google comprovam a influência das fake news na campanha de Bolsonaro: após a Folha revelar o esquema industrial de disseminação de notícias falsas ligado a empresas apoiadoras do candidato e o Whatsapp banir milhões de contas suspeitas, buscas pelo nome do capitão da reserva começaram a despencar

Charge de Vitor Teixeira
Dados do Google Trends, ferramenta do buscador que cria relatórios de busca por temo e período na web, comprovam como as fake news influenciam na popularidade do candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL). Com a revelação da Folha de S. Paulo de que inúmeras empresas ligadas a Bolsonaro fariam parte de um esquema milionário de caixa 2 para criar e distribuir fake news contra seus adversários em nível industrial, o Whatsapp anunciou, no dia 19, que estava trabalhando para banir “centenas de milhares” de contas suspeitas que estariam envolvidas em esquemas ilegais de distribuição de notícias falsas. Uma das contas...

Dados do Google Trends, ferramenta do buscador que cria relatórios de busca por temo e período na web, comprovam como as fake news influenciam na popularidade do candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL).

Com a revelação da Folha de S. Paulo de que inúmeras empresas ligadas a Bolsonaro fariam parte de um esquema milionário de caixa 2 para criar e distribuir fake news contra seus adversários em nível industrial, o Whatsapp anunciou, no dia 19, que estava trabalhando para banir “centenas de milhares” de contas suspeitas que estariam envolvidas em esquemas ilegais de distribuição de notícias falsas. Uma das contas banidas, inclusive, foi a do senador eleito Flavio Bolsonaro, filho do candidato à presidência.

A partir, exatamente, do dia 19, então, as buscas pelo termo “Jair Bolsonaro” no Google começaram a despencar. Antes do anúncio do Whatsapp sobre o bloqueio de contas, as buscas pelo nome do capitão da reserva tinham atingido um pico de 97 pontos. Logo após a atitude da empresa, as buscas por Bolsonaro caíram para 54 pontos, e se mantiveram em uma média mais baixa desde então.

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Confira no gráfico abaixo.

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