22 de dezembro de 2018, 17h45

Cabeleireiro acompanhado do marido é morto a facadas na avenida Paulista

Seu irmão, Felipe Almeida Lima, acredita que se trata se um caso de homofobia. "Não tem outra justificativa", afirma

Foto: Reprodução

O cabeleireiro Plínio Henrique de Almeida Lima, 30, foi morto a facadas na noite desta sexta-feira (21). O crime aconteceu na esquina da avenida Paulista com a Brigadeiro Luís Antônio.

Plínio voltava do Parque Ibirapuera com o marido e outros dois colegas que também eram um casal. Segundo os amigos lhe contaram, os homens ofenderam o grupo porque os casais estavam de mãos dadas.

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Quando o grupo estava próximo à avenida Paulista, um dos acompanhantes de Plínio ficou irritado e discutiu com o autor do crime. O colega posteriormente agrediu o suspeito, que pegou uma faca e feriu Plínio no tórax. O autor do crime fugiu com o companheiro para uma estação de metrô.

O cabeleireiro foi socorrido ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu.

Seu irmão, Felipe Almeida Lima, acredita que se trata se um caso de homofobia. “Não tem outra justificativa”, afirma.

De acordo com balanço de 2018 do Disque 100, ouvidoria do governo federal, a cada dois dias, uma morte é denunciada. Já estado de São Paulo ficou em primeiro lugar no ranking das denúncias de violência contra LGBTs, no levantamento realizado pelo Ministério dos Direitos Humanos, através das ocorrências registradas pelo Disque 100. Ao todo foram 126 queixas prestadas por esta fatia da população repassadas para a Secretaria de Direitos Humanos, no primeiro semestre deste ano.

Com informações da Folha

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