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19 de julho de 2013, 16h41

Cabral afirma que vandalismo em manifestações está relacionado com “organizações internacionais”

Em entrevista coletiva, governador fluminense anunciou a criação da Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas

Em entrevista coletiva, governador fluminense anunciou a criação da Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas

Da Redação

Cabral disse que organizações internacionais estimulam o vandalismo através das redes sociais (Foto: Shana Reis / www.rj.gov.br)

Em entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira, 19, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), afirmou que os atos de vandalismo durante as manifestações na capital fluminense são estimulados por organizações internacionais. “Essas manifestações têm um caráter diverso, de enfrentamento com a polícia. Antes não tínhamos as redes sociais no passado. Sabemos que através delas, há organizações internacionais que estimulam  o vandalismo”, disse.

Durante a coletiva, Cabral também anunciou a criação da Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas, que será oficializada através de um decreto que será publicado na próxima segunda-feira (22).

Segundo o governador, a comissão será formada por representantes das polícias Civil e Militar, do Ministério Público e do governo e tem como objetivo investigar a atuação de vândalos durante as manifestações na capital fluminense. “Temos o dever de dar essa reposta, de maneira unificada e coesa, [unindo] as forças de segurança pública e o Ministério Público”, disse.

Ajuda federal

No decorrer da entrevista, o governador confirmou que a presidenta Dilma Rousseff ofereceu ajuda ao policiamento durante os eventos da Jornada Mundial da Juventude. Porém, Cabral declarou que rejeitou a oferta e confirmou a visita do Papa Francisco ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual e palco de recentes manifestações.

“A visita do papa ao Palácio Guanabara está confirmada. Assim como a presença da presidente Dilma, do vice-presidente Michel Temer e de pelo menos oito governadores. O papa vai ser recepcionado com todo amor, respeito e dignidade no Rio, mesmo por seguidores de outras religiões,  ateus e agnósticos. Ele vai ser recebido de braços abertos, como o Cristo Redentor. O clima será de fraternidade, amor e carinho”, disse Cabral.