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21 de novembro de 2014, 13h58

A cada hora, 1 gay sofre violência no Brasil

Denúncias contra homofobia cresceram 460% nos últimos quatro anos, segundo dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR).

Denúncias contra homofobia cresceram 460% nos últimos quatro anos, segundo dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) Por Redação A cada hora, um homossexual sofre violência no Brasil. Só nos últimos quatro anos, o número de denúncias de homofobia no país aumentou 460%. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo, com base nos números do Disque 100, serviço telefônico da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), que registrou1.159 casos em 2011. De acordo com as estatísticas, neste mesmo ano ocorreram 6,5 mil denúncias de episódios envolvendo discriminação contra lésbicas, gays, bissexuais,...

Denúncias contra homofobia cresceram 460% nos últimos quatro anos, segundo dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR)

Por Redação

A cada hora, um homossexual sofre violência no Brasil. Só nos últimos quatro anos, o número de denúncias de homofobia no país aumentou 460%. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo, com base nos números do Disque 100, serviço telefônico da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), que registrou1.159 casos em 2011.

De acordo com as estatísticas, neste mesmo ano ocorreram 6,5 mil denúncias de episódios envolvendo discriminação contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTT). Os jovens representam 33% do total de ocorrências. A cada quatro casos registrados no Brasil, três são com homens gays.

A discriminação e a violência psicológica também não podem ser ignoradas. Cerca de 76% das ocorrências recebidas pela SDH/PR e delegacias especializadas são de homossexuais que sofrem preconceito no trabalho, assédio moral e perseguição.

Além disso, segundo relatório da ONG Transgeder Europe, o Brasil lidera o número de assassinatos de travestis e transexuais em todo o mundo. Entre 2008 e 2013, foram 486 mortes, quatro vezes a mais que o México, que está na segunda posição entre os países com mais casos registrados.

Veja também:  Black blocs, Chomsky e o não acontecimento do “manifesto do apocalipse” de Bolsonaro

Foto de capa: Grupo Dignidade

 

 

 

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