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14 de maio de 2019, 06h00

Caixa comemorativa dos 50 anos traz o Festival de Woodstock na íntegra

A caixa, que terá edição limitada a 1.969 exemplares, vai custar £ 629,99, o equivalente a aproximadamente R$ 3.267,67

Foto: Divulgação
É o sonho de todo o roqueiro que se preze. Uma caixa, que em sua versão completa será limitada a 1.969 cópias, com as 433 músicas tocadas no lendário Festival de Woodstock, entre 15 e 18 de agosto de 1969, contendo 38 discos, incluindo 276 faixas nunca antes lançadas. Para torná-lo realidade, no entanto, basta o consumidor desembolsar a quantia de £ 629,99, o equivalente a aproximadamente R$ 3.267,67 e pronto, tá na mão. O box “Woodstock 50 – Back To The Garden: The Definitive Anniversary”, como o nome indica, tem o objetivo de comemorar os 50 anos do Woodstock original. Das gravações...

É o sonho de todo o roqueiro que se preze. Uma caixa, que em sua versão completa será limitada a 1.969 cópias, com as 433 músicas tocadas no lendário Festival de Woodstock, entre 15 e 18 de agosto de 1969, contendo 38 discos, incluindo 276 faixas nunca antes lançadas.

Para torná-lo realidade, no entanto, basta o consumidor desembolsar a quantia de £ 629,99, o equivalente a aproximadamente R$ 3.267,67 e pronto, tá na mão.

O box “Woodstock 50 – Back To The Garden: The Definitive Anniversary”, como o nome indica, tem o objetivo de comemorar os 50 anos do Woodstock original. Das gravações fazem parte artistas como Jimi Hendrix, The Who, Santana, Crosby, Stills, Nash & Young, Janis Joplin, Grateful Dead, Joan Baez entre diversos outros.

Alguns completamente esquecidos, como a banda de humor nova-iorquina chamada Sha-Na-Na e outros que fizeram longa e profícua carreira, como o cantor americano de folk Richie Havens.

Por alguma razão que só se explica pelo tamanho do público, pois na época foram feitos inúmeros eventos similares, Woodstock virou a lenda das lendas. No meio da chuva, 400 mil jovens se enlamearam até o pescoço de maconha e rock and roll. Tido, num primeiro momento, como um caos absoluto, onde ninguém ouvia nem via nada, o festival acabou se tornando o paradigma de seu tempo.

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O documentário “Woodstock – 3 Dias de Paz, Amor e Música”, de Michael Wadleigh, que levou o Oscar de Melhor Documentário de Longa-Metragem, mostra em sua montagem original, com arrastadas cinco horas e meia de duração, uma infinitésima parte do que aconteceu por lá, tecendo loas ao amor livre, o pacifismo e, é claro, à maconha e drogas alucinógenas.

A partir da sua versão dos fatos, o festival se tornou uma espécie de avalista dos músicos que passaram por ele. A trilha sonora original do filme, lançada como um LP duplo, nunca resistiu ao tempo. É extremamente irregular, tem uma qualidade de som horrível, alternando momentos épicos, como a célebre versão de Joe Cocker para “With a Little Help From my Friends”, dos Beatles, com outros absolutamente desprezíveis.

A compilação atual, conforme o comunicado de lançamento, será “uma reconstrução quase completa do Woodstock, somando um total de 36 horas de material, com o show de todos os artistas em ordem cronológica”. Em outras palavras, haja paciência.

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Todos os artistas que estão na caixa já gravaram e regravaram, tanto em versões de estúdio quanto ao vivo, o material apresentado de maneira canhestra no festival. Woodstock funcionou, na verdade, como a porta de entrada para banda fenomenais, como o grupo Crosby, Stills, Nash & Young, como também para outras drogas inomináveis, como a banda Quill, que apresentou quatro músicas em quarenta minutos para, depois disso, desaparecer completamente de cena. Deles, não há meia referência em lugar algum da internet que não seja esta citada acima.

A caixa de madeira que custa a fortuna descrita acima vem com, além dos 38 CDs, Blu-ray do filme do festival, réplica da programação original, uma correia de guitarra, dois pôsteres e até uma reimpressão do diário anônimo de uma das pessoas que compareceu ao festival. As vendas começam em agosto.

Com informações da Rolling Stone

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