Blog do George Marques

direto do Congresso Nacional

13 de junho de 2019, 09h41

Câmara já tem data para Moro prestar esclarecimentos sobre conteúdo dos vazamentos

Presidentes das comissões fecham acordo para aglutinar em um só vários requirimentos que convocam ministro da Justiça

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

A Câmara dos Deputados marcou para dia 26 de junho a data para que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, preste esclarecimentos sobre os diálogos vazados pelo site The Intercept Brasil. Moro tem sofrido pressão pela renúncia após o Intercept revelar mensagens onde ele e o procurador Deltan Dallagnol mostram atuação conjunta para impedir vitória eleitoral de Fernando Haddad.

Após acordo com o líder do Governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), presidentes das Comissões de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP), da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) e da Comissão de Constituição e Justiça (CCJC) decidiram aglutinar os requerimentos recebidos até esta quarta-feira (12) e realizar uma única audiência conjunta, na CCJC, em que Moro deverá comparecer na condição de convidado.

Entre os deputados que protocolaram pedidos de convocação de Moro, está Márcio Jerry (MA), vice-líder do PCdoB. Autor de dois pedidos de comparecimento ao Plenário e à Comissão de Direitos Humanos, o parlamentar declarou que “o Ministro está assombrado com as revelações do ‘Intercept’, e ainda mais com o que poder vir por aí. Ele afinal, deve estar lembrando muito de tudo que fez”.

Veja também:  Mourão: conversas de Moro e Dallagnol são "privadas" e foram "descontextualizadas"

Os vazamentos divulgados pelo portal internacional apontam que ainda na posição de juiz federal, Moro orientou os procuradores da República em diversas fases da Lava Jato, algo ilegal, interferindo em decisões que levaram o ex-presidente Lula (PT) à prisão e Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência.

Sérgio Moro foi responsável por vazar, em março de 2016, mensagens trocadas entre Lula e a então presidenta da república, Dilma Rousseff. Na época, o ministro chegou a defender vazamentos, dizendo que “o problema não era a captação do diálogo e a divulgação deste, mas era o diálogo em si, uma ação visando burlar a justiça”.

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