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27 de maio de 2015, 01h15

Câmara rejeita incluir na Constituição o financiamento empresarial de campanhas

Outras propostas sobre o modo de financiamento das campanhas poderão ser votadas, como aquela que permite a doação apenas de pessoas físicas. Se essa também não atingir 308 votos, ainda poderá ser analisada emenda que propõe o financiamento público exclusivo

Outras propostas sobre o modo de financiamento das campanhas poderão ser votadas, como aquela que permite a doação apenas de pessoas físicas. Se essa também não atingir 308 votos, ainda poderá ser analisada emenda que propõe o financiamento público exclusivo Por Redação* Na madrugada desta quarta-feira (27), durante a discussão sobre reforma política, o Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou, por 264 votos a 207 e 4 abstenções, incluir na Constituição Federal a doação de empresas a partidos políticos e campanhas eleitorais. Com isso, o atual modelo misto de financiamento de campanhas (público e privado com captação de recursos de...

Outras propostas sobre o modo de financiamento das campanhas poderão ser votadas, como aquela que permite a doação apenas de pessoas físicas. Se essa também não atingir 308 votos, ainda poderá ser analisada emenda que propõe o financiamento público exclusivo

Por Redação*

Na madrugada desta quarta-feira (27), durante a discussão sobre reforma política, o Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou, por 264 votos a 207 e 4 abstenções, incluir na Constituição Federal a doação de empresas a partidos políticos e campanhas eleitorais.

Com isso, o atual modelo misto de financiamento de campanhas (público e privado com captação de recursos de pessoas físicas e jurídicas) fica inalterado. No entanto, essas regras não estão previstas constitucionalmente e são alvo de questionamento por parte de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF). Por isso a intenção de inseri-las na Constituição.

Assim, outras propostas sobre o modo de financiamento das campanhas poderão ser votadas, como aquela que permite a doação apenas de pessoas físicas. Se essa também não atingir 308 votos, ainda poderá ser analisada emenda que propõe o financiamento público exclusivo.

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Em seguida, a sessão foi encerrada. As votações continuam em sessão extraordinária marcada para as 12 horas de hoje. Para Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, os deputados federais mostraram que “não querem mudar nada”.“A Casa quer continuar como está. Está rejeitando mudanças. Acho que não vai passar nada. Não vai passar fim da reeleição, não vai passar coincidência eleitoral”, afirmou, após a apreciação das propostas.

*Com informações da Agência Câmara e do G1

(Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

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