24 de maio de 2018, 10h01

Caminhoneiros exigem redução do PIS/Cofins para encerrar protestos

Diminuição da carga tributária é a principal demanda do movimento

A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (ABCAM) anunciou nesta quarta-feira que os protestos que interditam estradas por todo os país serão encerrados apenas quando a redução do PIS/Cofins for publicada em Diário Oficial. As manifestações seguem pelo quarto dia seguindo com mais de 40 rodovias federais interditadas.

A redução da carga tributária sobre o diesel foi aprovada em votação simbólica pela Câmara de Deputados na noite de terça-feira, contrariando o interesse do governo de Michel Temer, que alega impacto de até R$ 12 bilhões na arrecadação. É mais um capítulo da queda de braço entre Rodrigo Maia e Temer pelo protagonismo político faltando poucos meses para a eleição presidencial.

Enquanto os políticos discutem no andar de cima, o povo enfrenta as consequências. Estados como Rio de Janeiro e Pernambuco enfrentam desabastecimento de alimentos. A saca de batata foi comercializada a R$500 nesta manhã na Ceasa do Rio, a maior central de distribuição da cidade. Cidades como São Paulo, Recife e Rio de Janeiro anunciaram a redução das frotas de ônibus em circulação.

Nesta quarta-feira, a Petrobras anunciou a redução do preço do diesel em 10%, mas temporariamente, para que governo e caminhoneiros cheguem a um acordo que encerre a greve. O presidente da empresa, Pedro Parente, anunciou que a política de preços não será alterada. O diesel acumula alta de 8% somente em 2018.