25 de julho de 2018, 07h54

Campanha pelo fim do quinto constitucional causa constrangimento entre juízes

A campanha teve início depois que o desembargador Rogério Favreto, indicado ao TRF-4 pela regra, ordenou que Lula saísse da prisão

O desembargador Rogério Favreto. (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4 - Flickr)

Começa a causar constrangimentos a campanha de entidades da magistratura pelo fim do quinto constitucional, em que advogados e procuradores preenchem vagas dos tribunais sem fazer concurso.

A campanha teve início depois que o desembargador Rogério Favreto, indicado ao TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) pela regra, ordenou que Lula saísse da prisão.

Um desembargador na Bahia se desfiliou da Anamages (Associação Nacional dos Magistrados Estaduais) depois que o presidente da entidade, Magid Láuar, afirmou que, com exceções, só advogados “fracassados” preenchem as vagas do quinto.

“Não sou um profissional fracassado de parcos conhecimentos jurídicos”, afirmou o desembargador Sérgio Cafezeiro em carta a Láuar. Ele acusa o dirigente de fazer “ofensa de descomunal gravidade” a todos os magistrados que “tiveram acesso aos tribunais” pela regra.

“Não estamos agredindo os atuais integrantes dos tribunais, pessoas dignas, honestas e que trabalham. Mas queremos que [o quinto] acabe, ponto. Ele nasceu fadado ao fracasso”, respondeu Láuar em carta.

Ele compara ainda a situação dos magistrados do quinto à do “senador biônico, que não foi eleito e era nomeado pela ditadura. Quer ser juiz? Faça concurso!”.

As informações são da coluna de Mônica Bergamo