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18 de abril de 2019, 21h51

Campeã do BBB19 é indiciada pela polícia por intolerância religiosa

“Tenho medo do Rodrigo. Ele mexe com esses trecos… ele sabe cada Oxum [divindade de matriz africana] deles lá. Nosso Deus é maior”, disse Paula von Sperling, durante o programa

Foto: Reprodução/TV Globo
Paula von Sperling, campeã da edição 2019 do programa “Big Brother Brasil”, da Rede Globo, foi indiciada por intolerância religiosa. A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), após colher os depoimentos dos envolvidos no caso, concluiu que houve manifestação de preconceito por parte de Paula contra Rodrigo França, outro participante. “Após a oitiva dos envolvidos, análise de vídeo e demais diligências realizadas, concluiu-se pela ocorrência de injúria por preconceito (art. 140 §3º do Código Penal), que acarretou o indiciamento de Paula von Sperling Viana”, diz nota divulgada pela polícia. “O Inquérito Policial será enviado nessa data à...

Paula von Sperling, campeã da edição 2019 do programa “Big Brother Brasil”, da Rede Globo, foi indiciada por intolerância religiosa. A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), após colher os depoimentos dos envolvidos no caso, concluiu que houve manifestação de preconceito por parte de Paula contra Rodrigo França, outro participante.

“Após a oitiva dos envolvidos, análise de vídeo e demais diligências realizadas, concluiu-se pela ocorrência de injúria por preconceito (art. 140 §3º do Código Penal), que acarretou o indiciamento de Paula von Sperling Viana”, diz nota divulgada pela polícia.

“O Inquérito Policial será enviado nessa data à Justiça. A Polícia Civil se pauta pelo respeito à liberdade de expressão, mas destaca que, por meio desta, não se pode violar a dignidade da pessoa humana, repudiando todo e qualquer ato ofensivo à religião, etnia, orientação sexual, procedência geográfica, etc do próximo”, acrescenta.

MP

“Agora o procedimento será entregue fisicamente à Justiça na quarta-feira (24) e lá ele será apreciado pelo Ministério Público, que poderá arquivar, demandar novas diligências, ou denunciar. Havendo a denúncia, teremos um processo crime em andamento”, explicou o delegado Gilbert Stivanello.

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O motivo da investigação foi uma declaração dada por Paula, ao se referir ao participante Rodrigo França, que frequenta o Candomblé. “Tenho medo do Rodrigo. Ele mexe com esses trecos… ele sabe cada Oxum [divindade de matriz africana] deles lá. Nosso Deus é maior”, disse Paula.

Com informações do Extra

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