12 de outubro de 2018, 21h12

Candidato de Bolsonaro ao governo do RJ, Witzel pode ter candidatura impugnada

O ex-juiz federal Wilson Witzel (PSC), que disputa o segundo turno para o governo do RJ com Eduardo Paes (DEM), se exonerou do cargo para se candidatar enquanto respondia a um processo administrativo, o que é proibido pela Lei da Ficha Limpa

Divulgação/Facebook

O ex-juiz federal Wilson Witzel (PSC), candidato de Jair Bolsonaro (PSL) ao governo do Rio de Janeiro, pode ter sua candidatura impugnada.

Seu adversário no segundo turno, Eduardo Paes (DEM), divulgou um vídeo em que informa que Witzel se exonerou do cargo de juiz em fevereiro deste ano para se candidatar enquanto respondia a um processo administrativo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).  A Lei da Ficha Limpa, no entanto, prevê em seu artigo 1º que magistrados que tiverem pendências com a Justiça fiquem inelegíveis por oito anos. A informação foi noticiada, a princípio, pela coluna ‘Radar’, da revista Veja.

De acordo com o jornal Correio do Brasil, com base na lei, o advogado Ralph Anzolin Lichote, que não tem ligação com a equipe de campanha de Eduardo Paes, apresentou na manhã desta sexta-feira (12) ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro uma ação que pede a impugnação da candidatura de Witzel.

O ex-juiz teve um crescimento inesperado nas últimas semanas antes do primeiro turno e passou para o segundo com 41,2% dos votos válidos. Ele ainda não se pronunciou sobre a possibilidade de impugnação de sua candidatura.

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