06 de março de 2018, 09h11

Candidato ou não, Lula diz que será uma influência decisiva na política brasileira. Ouça

O ex-presidente Lula deu entrevista na manhã desta terça-feira para Mario Kertész, na Rádio Metrópole de Salvador. Ouça aqui.

Lula em entrevista à Rádio Metrópole. Foto: Reprodução
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu entrevista na manhã desta terça-feira (6) para Mario Kertész, na Rádio Metrópole de Salvador. Falou sobre a sua candidatura, as eleições, a perseguição que vem sofrendo e, sobretudo que, independentemente do que aconteça, vai continuar conversando com o povo brasileiro e será uma influência decisiva nas próximas eleições. “Eles não conseguem ter um candidato com credibilidade. Só tem uma unanimidade agora, que sou eu, e eles querem evitar isso de qualquer maneira. Eu quero ser candidato porque sou inocente e espero que a justiça prove a minha inocência até o dia de registrar...

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu entrevista na manhã desta terça-feira (6) para Mario Kertész, na Rádio Metrópole de Salvador. Falou sobre a sua candidatura, as eleições, a perseguição que vem sofrendo e, sobretudo que, independentemente do que aconteça, vai continuar conversando com o povo brasileiro e será uma influência decisiva nas próximas eleições.

“Eles não conseguem ter um candidato com credibilidade. Só tem uma unanimidade agora, que sou eu, e eles querem evitar isso de qualquer maneira. Eu quero ser candidato porque sou inocente e espero que a justiça prove a minha inocência até o dia de registrar a minha candidatura. Obviamente, se eu não for inocentado, eles não vão deixar meu nome nem entrar na cédula. De qualquer forma eu quero ser uma pessoa de muita influência na política brasileira. Eu vou continuar andando pelo Brasil, conversando com o povo.”

Lula falou também sobre o que ele considera a farsa que envolve o seu processo:

“Entraram na minha casa e pegaram tudo, até vídeo game dos meus netos. E, de repente, o Marcelo Odebrecht, que ficou três anos preso, encontra um computador com emails que eles não tinham encontrado antes? Tem coisa estranha ai, não?”

Lula voltou a dizer que não tem medo de ser preso:

“Eu não tenho medo nem da morte. Tenho medo de mentir para o povo. Esse país pode voltar a gerar emprego, salário, renda, as pessoas podem voltar a comer carne, frango, peixe, andar de avião. Tudo isso é o que nós vamos fazer. Quero voltar à presidência hoje porque sei que é possível fazer.”

Sobre o “ódio impregnado” contra o PT e a sua candidatura, Lula considera ser “exagerado e eu quero ganhar as eleições para restituir a paz, para todos agirem de forma civilizada. Nós tempos que aprender a conviver democraticamente. É bom que o pobre chegue à universidade, tenha emprego, compre um carro. É bom que a pessoa seja feliz. Onde tem motivo de ódio nisso? Em 2009, 2010 o Brasil era o país mais otimista do mundo”, disse.