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20 de setembro de 2018, 12h18

Capa do The Economist: “Bolsonaro, a mais recente ameaça latino-americana”

A revista diz ainda que "se a vitória for para Bolsonaro, um populista de direita, o Brasil corre o risco de tornar tudo pior"

A capa do The Economist. Foto: Reprodução
A revista britânica “The Economist” traz na capa desta semana, publicada nesta quinta-feira (20), o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e na manchete diz que ele é uma ameaça, não só para o país, mas para toda a América Latina. Em reportagem, a revista analisa o momento atual do Brasil e afirma que “a economia é um desastre, as finanças públicas estão sob pressão e a política está completamente podre”. Além de comparar Bolsonaro ao presidente americano Donald Trump, a revista ainda afirma que, “se a vitória for para Bolsonaro, um populista de direita, o Brasil corre o risco de tornar...

A revista britânica “The Economist” traz na capa desta semana, publicada nesta quinta-feira (20), o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e na manchete diz que ele é uma ameaça, não só para o país, mas para toda a América Latina.

Em reportagem, a revista analisa o momento atual do Brasil e afirma que “a economia é um desastre, as finanças públicas estão sob pressão e a política está completamente podre”.

Além de comparar Bolsonaro ao presidente americano Donald Trump, a revista ainda afirma que, “se a vitória for para Bolsonaro, um populista de direita, o Brasil corre o risco de tornar tudo pior”.

Trechos da reportagem

“Os populistas recorrem a queixas semelhantes. Economia fracassada é uma delas –e no Brasil a falha foi catastrófica. Na pior recessão de sua história, o PIB encolheu 10% entre 2014 e 2016 e ainda não se recuperou. A taxa de desemprego é de 12%”, escreveu a revista.

Bolsonaro é chamado de “xerife sem noção” pela revista.

Sobre Paulo Guedes, guru econômico de Bolsonaro, a revista lembra que ele estudou nos Estados Unidos. “Ele [Guedes] defende a privatização de todas as empresas estatais brasileiras e a simplificação brutal dos impostos”, afirma o texto.

Veja também:  Repreendido mais uma vez por Paulo Guedes, Bolsonaro minimiza manifestações do dia 26

As falas polêmicas de Bolsonaro também foram citadas pela publicação. “Ele tem uma longa história de ser grosseiramente ofensivo. Disse que não iria violentar uma congressista porque ela era ‘muito feia’ e que preferiria um filho morto a um gay”.

Ainda segundo a revista, Bolsonaro tem uma “preocupante admiração pela ditadura” e o compara ao ex-ditador chileno Augusto Pinochet [1915-2006] por misturar autoritarismo e liberalismo econômico.

“Ele pode não ser capaz de converter seu populismo em ditadura ao estilo de Pinochet, mesmo que quisesse. Mas a democracia do Brasil ainda é jovem. Até mesmo um flerte com autoritarismo é preocupante”, diz.

 

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