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05 de janeiro de 2018, 13h36

Cármen Lúcia dá mais 30 dias de prazo para inquérito contra Zé Dirceu

A defesa de Zé Dirceu tem negado na Justiça a participação em qualquer irregularidade

A defesa de Zé Dirceu tem negado na Justiça a participação em qualquer irregularidade Da Redação* A ministra Cármen Lúcia, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu mais 30 dias de prazo para a Polícia Federal concluir as investigações no inquérito contra o ex-ministro José Dirceu (PT) e seu filho, o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR). Ajude a Fórum a fazer a cobertura do julgamento do Lula. Clique aqui e saiba mais. O ex-presidente do PT passou a ser investigado ao ser citado por um delator da Odebrecht que afirmou ter repassado R$ 350 mil para campanhas políticas indicadas pelo...

A defesa de Zé Dirceu tem negado na Justiça a participação em qualquer irregularidade

Da Redação*

A ministra Cármen Lúcia, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu mais 30 dias de prazo para a Polícia Federal concluir as investigações no inquérito contra o ex-ministro José Dirceu (PT) e seu filho, o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR).

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O ex-presidente do PT passou a ser investigado ao ser citado por um delator da Odebrecht que afirmou ter repassado R$ 350 mil para campanhas políticas indicadas pelo ex-ministro e outros R$ 250 mil para a campanha de Zeca Dirceu.

A defesa de Zé Dirceu tem negado na Justiça a participação em qualquer irregularidade.

Apesar de o processo ser relatado pelo ministro Edson Fachin, responsável pelas ações da Operação Lava Jato no STF, a presidente Cármen Lúcia tem emitido decisões em processos da Lava Jato durante o recesso do Supremo, que se encerra em fevereiro. Neste período, cabe à presidente decidir sobre decisões de maior urgência.

Veja também:  Conversas de Moro na #Vazajato colocam em xeque equidistância da Justiça, diz Marco Aurélio Mello

Dirceu foi condenado em outros dois processos pelo juiz Sergio Moro, responsável pelas decisões em primeira instância da Lava Jato em Curitiba, sob a acusação de ter recebido propina de empresas ligadas ao esquema de corrupção na Petrobras. O petista alega inocência nos dois casos.

Desde maio, o ex-ministro está em prisão domiciliar por decisão da 2ª Turma do STF, que revogou a prisão preventiva determinada por Moro. Dirceu estava preso preventivamente desde agosto de 2015.

O deputado Zeca Dirceu afirmou, em nota enviada por seu gabinete, que sua campanha nunca recebeu doações da Odebrecht e que ele nunca pediu recursos aos executivos da empreiteira, o que teria, segundo o deputado, constado no depoimento de delatores da empresa.

“Não existe sequer uma única ligação, e-mail, contato, agenda de reunião, testemunho, delação ou coisa parecida em relação a qualquer atitude do parlamentar que o ligue ao assunto Petrobras/Lava Jato ou a qualquer tipo de ilegalidade”, diz a nota.

*Com informações do UOL

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