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17 de novembro de 2016, 16h07

Carta em apoio ao MST é endossada por intelectuais e artistas

Documento é assinado por mais de 50 entidades internacionais e artistas como Camila Pitanga, Wagner Moura e Danny Glover Por Brasil de Fato O jornalista e escritor Fernando Morais publicou em seu perfil no Facebook, na última terça-feira (15), uma carta contra a criminalização do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a invasão da Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF). O documento é assinado por mais de 50 entidades internacionais além de artistas e intelectuais como a atriz Camila Pitanga, os atores Wagner Moura e Danny Glover e o cantor Brian Eno. A Escola, centro de formação do movimento, localizada...

Documento é assinado por mais de 50 entidades internacionais e artistas como Camila Pitanga, Wagner Moura e Danny Glover

Por Brasil de Fato

O jornalista e escritor Fernando Morais publicou em seu perfil no Facebook, na última terça-feira (15), uma carta contra a criminalização do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a invasão da Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF). O documento é assinado por mais de 50 entidades internacionais além de artistas e intelectuais como a atriz Camila Pitanga, os atores Wagner Moura e Danny Glover e o cantor Brian Eno.

A Escola, centro de formação do movimento, localizada na cidade de Guararema, interior de São Paulo, foi invadida por agentes da Polícia Civil do Paraná no dia 4 de novembro. Os policiais apontaram armas em direção às pessoas que estavam na Escola e chegaram a atirar para o chão.

Durante a ação, duas pessoas foram presas: a cantora Gladys Cristina de Oliveira e o bilbiotecário Ronaldo Valença Hernandes, de 64 anos.

“É preciso defender o direito fundamental de manifestação das organizações sociais e condenar a repressão contra integrantes do MST. A defesa do direito à terra está prevista na Constituição brasileira como um dos principais pilares da democracia”, afirmou a nota do jornalista.

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Fernando Morais lembra ainda que o MST tem mais de 30 anos de existência e é considerado o maior movimento popular do Brasil. “O movimento conseguiu assegurar o direito à terra para milhares de camponeses…e teve papel central nas manifestações contra o impeachment antidemocrático da presidenta Dilma Rousseff”, sinalizou.

À época, o MST divulgou uma nota em seu site afirmando que “exige que o governo e as instituições competentes tomem as medidas cabíveis nesse processo”, diz.

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