06 de novembro de 2018, 22h12

Cartas do Pai: “Frankenstein”

Depois de um discurso em que ele falava em mudança, em colocar pessoas novas e técnicos no ministério, suas escolhas mostram pros seus eleitores que o discurso não passava de história pra boi dormir

Foto: Arquivo Pessoal

Rio de Janeiro, 6 de novembro de 2018

Pai,

Nunca fui muito fã de filmes de terror, mas gostava de alguns, normalmente dos mais leves. Gostava mais dos filmes de vampiro, lobisomem e Frankenstein. Esse último achava o menos assustador.

Mas agora tô achando bem assustador. Essa coisa de pegar pedaços e montar um ser novo tá horripilante!
Já viu o Ministério que o Coiso tá montando?

Pedaços podres das mais diversas áreas se juntando pra formar um novo “ser”.

Pior é que depois de um discurso em que ele falava em mudança, em colocar pessoas novas e técnicos no ministério, suas escolhas mostram pros seus eleitores que o discurso não passava de história pra boi dormir.

Muitos já estão vendo o monstro e percebendo que financiaram um laboratório para um cientista louco!
Vejamos: tem um que é corrupto assumido, que recebeu propina da JBS.

Outro está em regime semiaberto, isso mesmo! Está preso depois de ser pego pedindo propina. Mas este pegou tão mal que ele resolveu dispensar.

Tem um que vive à custa de dinheiro de fiéis, nem precisa falar mais nada né!

E, finalmente, resolveu chamar pro seu ministério o juiz da partida! Aquele que expulsou de campo o seu maior adversário, antes do jogo começar, e agora tá pagando pelo “serviço”.

Enfim, ainda faltam algumas outras partes, mas deve seguir o padrão Frankenstein mesmo.

E, ao contrário do filme, esse tá assustando mesmo!

Só cérebro que não deve ser no lugar habitual, parece que um saquinho de cocô na altura do abdômen vai ser o cérebro dele.

Vamos aguardar o filme começar. Vai ser um susto atrás do outro!

Um beijo do seu filho,

Ivan