Ivan Cosenza de Souza

cartas do pai

12 de junho de 2019, 16h16

Cartas do Pai: “Greve geral”

Enfim, julgado em várias instâncias, o Lula realmente foi. Agora, foi um julgamento justo? Dia 14 de junho tem Greve geral. Ninguém aguenta mais tanta injustiça

Foto: Reprodução

Rio de Janeiro, 12 de junho de 2019.

Pai.

Tenho novidades! Encontraram provas que o Moro agiu de maneira parcial no julgamento do Lula, e que usava a Lava Jato como um instrumento político.

Ah, você já sabia? É, eu também já sabia! Parece que todo mundo já sabia…

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Então, isso não é novidade, tá certo. A novidade é que agora, além das fotos dele nos mais diversos eventos partidários, há provas de seu envolvimento.

Sabe, provas? Aquilo que eles não conseguiram contra o Lula?
Então, isso mesmo.

Na rádio um “jornalista” (entre aspas mesmo) disse que Lula foi julgado em segunda instância e, portanto, não tinha sido só o Moro a condenar ele.

Resolvi recapitular:

1-Moro condenou o Lula por “corrupção em ato de ofício indeterminado”. Ou seja, Moro não sabe o que ele teria feito. Mas o condenou, tirando ele das eleições para poder se tornar ministro do atual governo.

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2-O TRF-4 condenou em segunda instância, sem julgar. Sequer leram o processo. Portanto, não teve julgamento em segunda instância. Pra isso, o relator teria que ter lido 2 mil páginas por hora, durante seis dias seguidos, sem dormir, pra terminar as 250 mil páginas do processo.

3-Em seguida, o STF julgou que poderia, sim, prender com condenação em segunda instância. Mudando o que eles mesmos tinham decidido algum tempo antes, só para poder prender o Lula.

Esse foi o mesmo Supremo que autorizou um processo de impeachment sobre a Dilma, sem crime de responsabilidade. Lembrando que, após o processo, o Temer deu um aumento pros ministros do STF. Seria um pagamento? Ou realmente eles estavam ganhando muito pouco?

Enfim, julgado em várias instâncias, o Lula realmente foi. Agora, foi um julgamento justo?

Dia 14 de junho tem Greve geral. Ninguém aguenta mais tanta injustiça.

Beijo do seu filho,

Ivan

*Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião da Revista Fórum.