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29 de março de 2018, 12h10

Celina Torrealba, dona do Grupo Libra, também é presa

De acordo com delação do doleiro Lúcio Bolonha Funaro, o Grupo Libra é um dos grandes doadores das campanhas de Temer

A empresária Celina Torrealba, uma das donas do Grupo Libra, também foi presa temporariamente na Operação Skala, que mirou amigos do presidente Michel Temer investigados no inquérito dos portos. A sede da empresa, no Rio, é alvo de um mandado de busca e apreensão. Celina foi presa em seu apartamento, no Leblon. O Grupo Libra é concessionário de áreas no Porto de Santos e havia sido mencionado pelo doleiro Lúcio Bolonha Funaro, colaborador da Operação Lava-Jato, como uma das empresas beneficiadas pela Medida Provisória (MP) dos Portos. “Essa MP foi feita para reforma do setor portuário e ela ia trazer um grande prejuízo para o...

A empresária Celina Torrealba, uma das donas do Grupo Libra, também foi presa temporariamente na Operação Skala, que mirou amigos do presidente Michel Temer investigados no inquérito dos portos. A sede da empresa, no Rio, é alvo de um mandado de busca e apreensão.

Celina foi presa em seu apartamento, no Leblon. O Grupo Libra é concessionário de áreas no Porto de Santos e havia sido mencionado pelo doleiro Lúcio Bolonha Funaro, colaborador da Operação Lava-Jato, como uma das empresas beneficiadas pela Medida Provisória (MP) dos Portos.

“Essa MP foi feita para reforma do setor portuário e ela ia trazer um grande prejuízo para o grupo Libra, que é um grupo aliado de Cunha e, por consequência, de Michel Temer, porque é um dos grandes doadores das campanhas de Michel Temer”, disse Funaro, antes de acrescentar: “Pela definição dessa MP, o grupo Libra não ia poder renovar mais as suas concessões portuárias. Por quê? Porque tinha vários débitos fiscais inscritos em dívida ativa. O que o Eduardo Cunha fez? Pôs dentro dessa MP uma cláusula que empresas que possuíam dívida ativa inscrita poderiam renovar seus contratos no setor portuário desde que ajuizassem arbitragem para discutir este débito tributário”, completou.

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Informações de um inquérito antigo, arquivado em 2011, ajudaram a fundamentar a operação. Essa investigação antiga havia sido arquivada pelo STF, porque se baseava apenas em informações dadas pela ex-mulher do presidente da Codesp, Marcelo Azeredo, que entregou anotações que indicavam o recebimento de propina por Michel Temer. No atual inquérito dos portos, a suspeita é que um decreto publicado por Temer no ano passado, que prorrogou o prazo das concessões portuárias, tenha favorecido indevidamente as empresas do setor

Com informações do Globo

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