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23 de agosto de 2017, 14h52

Centro Universitário do Recife lança primeiro curso de Digital Influencer do Brasil

Formados pelo programa, de acordo com a instituição, poderão trabalhar em funções como Planejamento Estratégico de Marketing e Comunicação Digital; Gestão de Mídias Sociais; Técnico de Vídeo e Escrita.

Formados pelo programa, de acordo com a instituição, poderão trabalhar em funções como Planejamento Estratégico de Marketing e Comunicação Digital; Gestão de Mídias Sociais; Técnico de Vídeo e Escrita. Da Redação* Se você não sabia, saiba que tem gente ganhando milhões postando coisas na internet. O que parece, no entanto, algo meio aleatório e intuitivo é cheio de truques e poderá ser aprendido em curso universitário a partir de janeiro de 2018. O Centro Universitário Brasileiro (Unibra), antiga Faculdade IBGM, divulgou no mês passado que passará a oferecer graduação em Digital Influencer. A modalidade foi divulgada juntamente com outros novos cursos, como...

Formados pelo programa, de acordo com a instituição, poderão trabalhar em funções como Planejamento Estratégico de Marketing e Comunicação Digital; Gestão de Mídias Sociais; Técnico de Vídeo e Escrita.

Da Redação*

Se você não sabia, saiba que tem gente ganhando milhões postando coisas na internet. O que parece, no entanto, algo meio aleatório e intuitivo é cheio de truques e poderá ser aprendido em curso universitário a partir de janeiro de 2018.

O Centro Universitário Brasileiro (Unibra), antiga Faculdade IBGM, divulgou no mês passado que passará a oferecer graduação em Digital Influencer. A modalidade foi divulgada juntamente com outros novos cursos, como Design de Moda e Serviço Social.

Com dois anos de duração, o bacharelado entregará diplomas com a intitulação Tecnólogo em Digital Influencer. O conteúdo do programa é descrito da seguinte maneira: “oferecer pensamento estratégico e de mercado para que as influenciadoras e os influenciadores digitais possam desenvolver seus negócios pessoais, municiando-os com ferramentas de Marketing e Comunicação Digital para conquistarem relevância, audiência e rentabilização”.

Formados pelo programa, de acordo com a instituição, poderão trabalhar em funções como Planejamento Estratégico de Marketing e Comunicação Digital; Gestão de Mídias Sociais; Técnico de Vídeo e Escrita. Em outras palavras: não será necessariamente um curso para aqueles que estão na frente das câmeras.

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Credenciada pelo MEC em maio deste ano, a Unibra ganhou autonomia, válida por 5 anos, para a criação de mais cursos a partir desse aval. Até então, oferecia 24 cursos de graduação – agora, esse número cresce para 34.

O mercado

Uma pesquisa nos Estados Unidos revelou, em dezembro do ano passado, que 84% dos profissionais de marketing possuíam intenção de executar pelo menos uma campanha de marketing através de contas de personalidades influentes nas redes sociais.

Esse investimento não é desprezível. Segundo levantamento divulgado em julho, a cantora pop Selena Gomez, dona da conta mais cara do mundo no Instagram, arrecada US$ 550.000 por postagem paga na rede social.

Mesmo pessoas cuja fama vem apenas das redes sociais, sem passado artístico na TV ou no palco, arrecadam quantias enormes: Huda Kattan, YouTuber de beleza, cobra US$ 18 mil para cada publicação no Instagram – sem contar as outras redes sociais, parcerias, livros, produtos e diversos formatos que Influencers exploram para ganhar dinheiro através de sua imagem.

Em março, o brasileiro Whindersson Nunes estava na lista dos YouTubers mais populares do mundo, com mais de 17 milhões de inscritos no canal. Atualmente, esse número está em 22,5 milhões.

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Para atender essa demanda, já existem agências de publicidade totalmente especializadas nesse mercado, como a Acorn. No Brasil, agências de Mídias Sociais também estão ficando cada vez mais comuns.

Pioneira?

A graduação em Digital Influencer não é uma ideia totalmente original. A Yiwo Industrial and Commercial College (YWICC), na China, tem um curso de três anos de mesma terminologia, e a primeira turma com 33 pessoas, composta majoritariamente por mulheres, já iniciou os estudos.

Voltada para o segmento de internet local, a grade horária chinesa é um tanto diferente da brasileira. Há aulas como maquiagem, desfile de passarela, performance de dança, cultivo estético e sensibilidade fashion. Temas semelhantes aos abordados pela Unibra, como Relações Públicas, também fazem parte do currículo.

*Com informações do InfoMoney

Foto: Shutterstock

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