07 de novembro de 2018, 21h38

Cesta básica tem aumento em 16 das 18 capitais analisadas pelo Dieese

Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos divulgou, nesta quarta-feira (7), as cidades que apresentaram aumento mais expressivo no valor da cesta básica

Segundo o levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgado nesta quarta-feira (7), o valor da cesta básica em outubro registrou alta em 16 das 18 capitais pesquisadas, As cidades que apresentaram aumento mais expressivo foram Fortaleza (7,15%), Porto Alegre (6,35%), Vitória (6,08%) e Rio de Janeiro (6,02%). A cesta mais cara foi a de Florianópolis, ficando em R$ 450,35, seguida pela de Porto Alegre (R$ 449,89), São Paulo (R$ 446,02) e Rio de Janeiro (R$ 443,69). Os menores valores médios foram observados em Natal (R$ 329,90) e Recife (R$ 330,20).

Com informações do site pt.org, em 12 meses os preços médios do conjunto de alimentos subiram em 15 cidades, com destaque novamente para Florianópolis (8,15%). O Dieese calculou o salário mínimo ideal em outubro, baseado na cesta mais cara, de Florianópolis. O valor mínimo mensal necessário para a manutenção de uma família com quatro pessoas deveria ser de R$ 3.783,39, equivalente a 3,97 vezes o salário mínimo atual, de R$ 954. Em setembro, o valor tinha sido estimado em R$ 3.658,39, ou 3,83 vezes o piso mínimo do país.

Na capital paulista, o custo do conjunto de alimentos da cesta básica aumento 3,05% em relação a setembro, e se posicionou como o terceiro maior valor entre as 18 capitais pesquisadas. Nos últimos 12 meses, o conjunto de produtos variou 4,18%; nos dez meses de 2018, o acumulado foi de 5,10%.