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08 de fevereiro de 2019, 19h55

Chanceler de Bolsonaro faz ataques à esquerda mundial ao criticar governo Maduro

Com seu habitual tom "anti-comunista" e pouco adequado a ministros de Relações Exteriores, Ernesto Araújo disse que o "grande projeto" da esquerda mundial é manter Maduro como presidente da Venezuela apenas para "esfregá-lo na cara da democracia"

Foto: Agência Brasil
O ministro das Relações Exteriores do governo de Jair Bolsonaro, Ernesto Araújo, fez uma série de tuítes na tarde desta sexta-feira (8) em que mantém seu habitual tom “anticomunista”, característico deste governo, e pouco adequado a chanceleres que lidam com líderes mundiais. Em suas postagens, Araújo atacou a esquerda mundial ao criticar o governo de Nicolás Maduro, na Venezuela. De acordo com Araújo, manter o presidente eleito do país caribenho no poder é o “grande projeto” da esquerda mundial que, segundo ele, quer apenas “esfregá-lo” na cara da “democracia”, como se os movimentos de esquerda ao redor do mundo não...

O ministro das Relações Exteriores do governo de Jair Bolsonaro, Ernesto Araújo, fez uma série de tuítes na tarde desta sexta-feira (8) em que mantém seu habitual tom “anticomunista”, característico deste governo, e pouco adequado a chanceleres que lidam com líderes mundiais.

Em suas postagens, Araújo atacou a esquerda mundial ao criticar o governo de Nicolás Maduro, na Venezuela. De acordo com Araújo, manter o presidente eleito do país caribenho no poder é o “grande projeto” da esquerda mundial que, segundo ele, quer apenas “esfregá-lo” na cara da “democracia”, como se os movimentos de esquerda ao redor do mundo não pudessem representar também o que ele chama de democracia.

“A esquerda mundial continua agarrada ao seu grande projeto do momento: manter Maduro no poder, para que continue destruindo seu próprio povo, albergando terroristas e organizações criminosas e espalhando as trevas da opressão para toda a América Latina (…) A esquerda mundial quer manter Maduro no poder e esfregá-lo na cara das democracias, dizendo: “vejam, vocês são incapazes, nós somos mais fortes, nós vamos manter aqui este regime genocida narcotraficante e vocês vão ter que engolir”, escreveu o chanceler.

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O ministro sugere, ainda, que se a “esquerda” conseguir ser bem sucedida na crise venezuelana, poderá fazer qualquer coisa. “Se a esquerda conseguir a perpetuação da tirania na Venezuela apesar de toda a pressão internacional pela democracia, se conseguir continuar matando o povo venezuelano de fome apesar do anseio de todo o continente de prestar ajuda humanitária, o que não conseguirá?”, questionou.

Araújo, no entanto, encerra sua explanação de maneira otimista, sem deixar, claro, de desferir mais um ataque à esquerda. “O regime ditatorial se esfacelará. A esquerda é que terá de engolir”.

Confira a sequência.

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