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14 de janeiro de 2018, 14h09

Chefe do Exército diz que pedido de tropas na rua no dia 24 é inconstitucional

General Eduardo Villas Bôas afirmou, ainda, em entrevista, que há risco de politização das forças armadas nas eleições.

General Eduardo Villas Bôas afirmou, ainda, em entrevista, que há risco de politização das forças armadas nas eleições. Da Redação* O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, afirmou em entrevista que há risco de politização das forças armadas nas eleições. Ele disse, ainda, que o pedido de tropas federais no dia 24 de janeiro, data do julgamento do ex-presidente Lula, inconstitucional. As informações são de Tânia Monteiro, do Estado de S.Paulo. Ajude a Fórum a fazer a cobertura do julgamento do Lula. Clique aqui e saiba mais. “Este é um problema essencialmente de segurança pública. Não precisa de decretação da...

General Eduardo Villas Bôas afirmou, ainda, em entrevista, que há risco de politização das forças armadas nas eleições.

Da Redação*

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, afirmou em entrevista que há risco de politização das forças armadas nas eleições. Ele disse, ainda, que o pedido de tropas federais no dia 24 de janeiro, data do julgamento do ex-presidente Lula, inconstitucional. As informações são de Tânia Monteiro, do Estado de S.Paulo.

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“Este é um problema essencialmente de segurança pública. Não precisa de decretação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para isso. Assim como no Paraná foi muito efetiva a atuação do governo estadual na estrutura de segurança pública, o Rio Grande do Sul tem plenas condições de fazer face a essa questão. A Brigada Militar gaúcha é uma corporação capacitada. A estrutura de segurança pública tem condições de resolver o problema e o pedido do prefeito de tropas federais é inconstitucional”, afirmou.

O general avaliou que a atuação frequente das Forças Armadas em operações de segurança pública nos Estados “preocupa muito” pela possibilidade de infiltração do crime organizado nas tropas e cita um caso registrado no Rio. “Foi pontual. Está infinitamente distante de representar um problema sistêmico, mas temos preocupação e estamos permanentemente atentos em relação a isso”.

Para o comandante, houve “negligência” em grande parte dos estados em relação à segurança pública. Ele avalia que o uso das tropas federais “não tem capacidade” de solucionar os problemas e se mostra incomodado com a possibilidade de “uso político” das Forças Armadas nas eleições.

*Com informações do Estado de S.Paulo e do Brasil 247

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

 

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