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12 de dezembro de 2018, 22h32

Ciro Gomes vira réu em processo de calúnia por ter chamado Doria de “farsante”

“Toda a fortuna dele vem de ‘lobby’. ‘Lobby’, tráfico de influência e dinheiro público dos governos do PSDB de São Paulo e de Minas Gerais”, disse o ex-candidato à presidência pelo PDT, durante palestra em 2017

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Por decisão da juíza Simone de Faria Ferraz, da 16ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, Ciro Gomes, que foi candidato à presidência pelo PDT, se tornou réu. A magistrada aceitou denúncia de calúnia e difamação feita por João Doria, governador eleito de São Paulo, contra o pedetista, de acordo com informações de Marina Pinhoni, do G1. A ação se refere a declarações dadas por Ciro, durante a realização de uma palestra na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) em maio de 2017. À época, Doria era prefeito da capital paulista. Fórum precisa ter um...

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por decisão da juíza Simone de Faria Ferraz, da 16ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, Ciro Gomes, que foi candidato à presidência pelo PDT, se tornou réu. A magistrada aceitou denúncia de calúnia e difamação feita por João Doria, governador eleito de São Paulo, contra o pedetista, de acordo com informações de Marina Pinhoni, do G1.

A ação se refere a declarações dadas por Ciro, durante a realização de uma palestra na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) em maio de 2017. À época, Doria era prefeito da capital paulista.

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“Doria é um farsante. Toda a fortuna dele vem de ‘lobby’. ‘Lobby’, tráfico de influência e dinheiro público dos governos do PSDB de São Paulo e de Minas Gerais. Esses piqueniques de barão que ele promove tudo é financiado por dinheiro público e dá banca pra ele fazer ‘lobby’.  O cara se apresentar como não político. Eu era prefeito de Fortaleza e ele era presidente da Embratur e foi corrido de lá por corrupção”, declarou Ciro, na ocasião.

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De acordo com a representação dos advogados de Doria, as afirmações “extrapolam em muito o seu direito à liberdade de expressão e manifestação de pensamento, pois atacam frontalmente a honra do querelante, seu nome e sua imagem”.

Doria foi presidente do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), que conta com 1.650 empresas filiadas. A empresa tem o hábito de promover encontros de empresários com agentes públicos pelo país, geralmente em hotéis de luxo.

Em agosto de 2017, a Folha de S.Paulo mostrou que o futuro governador utilizara a estrutura do Lide para rodar o Brasil em pré-campanha. Em janeiro do mesmo ano, quando ainda era prefeito, o jornal publicou que o grupo cobrava até R$ 50 mil de empresários pelas palestras de Doria.

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