12 de março de 2018, 10h16

Citado por delatores, Aloysio Nunes desiste de sua reeleição ao Senado

O senador tucano foi citado na Operação Lava Jato pelo recebimento de propina da Odebrecht, no período em que foi chefe da Casa Civil do governo de São Paulo

De acordo com informações do Painel, da Folha, Aloysio Nunes (PSDB-SP) indicou aos tucanos que abrirá mão de concorrer ao Senado para ficar no Ministério das Relações Exteriores. Assim, abre caminho para o deputado Ricardo Tripoli disputar uma das duas cadeiras de São Paulo em jogo.

A verdade, no entanto, é que Aloysio foi alvo de várias denúncias e segue cada vez mais desgastado. Pela Operação Lava-Jato, no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin, autorizou a abertura de inquérito contra o ministro das Relações Exteriores, chanceler Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), pelo recebimento de propina da Odebrecht, no período em que foi chefe da Casa Civil do governo de São Paulo.

Segundo o relato de sete delatores, durante o governo do agora senador José Serra, a empreiteira enfrentou dificuldades para resolver entraves burocráticos no governo paulista quando foi procurada por Aloysio Nunes, que desejava obter recursos para financiar a sua campanha ao Senado, em 2010. Segundo os delatores, o atual ministro das Relações Exteriores recebeu 500.000 reais da empreiteira. Em troca, comprometeu-se a defender os interesses da Odebrecht junto ao governo naquele momento.

Recentemente, foi apontado como um dos nomes envolvidos com o operador tucano Paulo Preto. O ex-diretor da Dersa chegou a dar a agenda de uma reunião com Aloysio para provar que representava de fato os interesses do Palácio dos Bandeirantes.