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18 de janeiro de 2019, 21h27

Coaf aponta 48 depósitos suspeitos na conta de Flávio Bolsonaro em apenas um mês

Documento indica que movimentações financeiras de Flávio Bolsonaro, entre junho e julho de 2017, totalizaram R$ 96 mil, em depósitos no valor de R$ 2 mil

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Segundo reportagem do Jornal Nacional, da Rede Globo, nesta sexta-feira (18), um trecho de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta movimentações bancárias suspeitas de Flávio Bolsonaro. Em um mês, foram 48 depósitos em dinheiro em uma conta do filho do presidente, de acordo com informações de Arthur Guimarães e Paulo Renato Soares, no Jornal Nacional e G1. Fórum terá um jornalista em Brasília em 2019. Será que você pode nos ajudar nisso? Clique aqui e saiba mais O documento traz informações sobre movimentações financeiras de Flávio entre junho e julho de 2017. São...

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Segundo reportagem do Jornal Nacional, da Rede Globo, nesta sexta-feira (18), um trecho de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta movimentações bancárias suspeitas de Flávio Bolsonaro.

Em um mês, foram 48 depósitos em dinheiro em uma conta do filho do presidente, de acordo com informações de Arthur Guimarães e Paulo Renato Soares, no Jornal Nacional e G1.

Fórum terá um jornalista em Brasília em 2019. Será que você pode nos ajudar nisso? Clique aqui e saiba mais

O documento traz informações sobre movimentações financeiras de Flávio entre junho e julho de 2017. São depósitos na conta do senador eleito, feitos no autoatendimento da agência bancária que fica na Assembleia Legistativa do Rio (Alerj). Todos no valor de R$ 2 mil. No total, foram R$ 96 mil, depositados em cinco dias.

9 de junho de 2017: 10 depósitos no intervalo de 5 minutos, entre 11h02 e 11h07;
15 de junho de 2017: mais 5 depósitos, feitos em 2 minutos, das 16h58 às 17h;
27 de junho de 2017: outros 10 depósitos, em 3 minutos, das 12h21 às 12h24;
28 de junho de 2017: mais 8 depósitos, em 4 minutos, entre 10h52 e 10h56;
13 de julho de 2017: 15 depósitos, em 6 minutos.

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Conforme o Coaf, não foi possível identificar o autor dos depósitos. O relatório afirma, ainda, que o fato de terem sido feitos de forma fracionada desperta suspeita de ocultação da origem do dinheiro.

“Rachadinha”

Esse novo relatório foi solicitado pelo Ministério Público do Rio, a partir da investigação de movimentação financeira “atípica” de assessores parlamentares da Alerj.

O MP pediu ao Coaf para ampliar o levantamento, pois a suspeita é que funcionários dos gabinetes devolviam parte dos salários, numa operação chamada de “rachadinha”.

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