09 de agosto de 2018, 10h03

Coligação de Alckmin terá quase R$ 1 bilhão para gastar em campanha

A divisão do fundão se dá de acordo com o tamanho das coligações formadas. Quanto mais robustas, mais dinheiro elas têm. Em 2015, o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu que empresas financiassem candidatos

Os nove partidos da coligação de apoio a Geraldo Alckmin (PSDB) vão receber metade do fundo público criado para bancar gastos de campanha com o fim do financiamento empresarial. Do total de R$ 1,72 bilhão destinado às legendas pelo chamado fundão, R$ 828 milhões ficarão com PSDB, PP, PR, PTB, SD, PPS, PSD, PRB e DEM.O teto para despesas de uma candidatura presidencial é de R$ 70 milhões no primeiro turno e outros R$ 35 milhões no segundo turno. As informações são da Folha de S.Paulo.

Já a coligação liderada pelo PT fica com R$ 270 milhões, no segundo lugar do ranking de maior fundo. Apesar de estarem bem cotados nas pesquisas, Jair Bolsonaro e Marina Silva receberão bem menos recursos. A coligação do ex-capitão do Exército terá R$ 13 milhões e a aliança em torno da candidata da Rede terá R$ 35 milhões.

A divisão do fundão se dá de acordo com o tamanho das coligações formadas. Quanto mais robustas, mais dinheiro elas têm. Em 2015, o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu que empresas financiassem candidatos. O intuito era dar mais equilíbrio à disputa, minimizando a influência do poderio econômico na definição do resultado.

Em 2014, a campanha de Dilma Rousseff, declarou à Justiça eleitoral gastos de R$ 438 milhões (em valores de hoje), seis vezes o teto que, agora, será permitido. Esta é a primeira vez que o novo modelo será aplicado. Além do dinheiro público, os candidatos podem receber doações de pessoas físicas.

Divisão pelas coligações/candidaturas
Geraldo Alckmin – R$ 828,1 milhões
Lula – R$ 269,8 milhões
Henrique Meirelles – R$ 249 milhões
Alvaro Dias – R$ 83,8 milhões
Ciro Gomes – R$ 73,9 milhões
Marina Silva – R$ 35,3 milhões
Guilherme Boulos – R$ 22,4 milhões
Jair Bolsonaro – R$ 12,9 milhões
Cabo Daciolo – R$ 9,9 milhões
José Maria Eymael – R$ 4,1 milhões
Vera Lúcia – R$ 0,98 milhão
João Amoêdo – R$ 0,98 milhão
Joào Goulart Filho – R$ 0,98 milhão
Partidos sem candidato a presidente e sem coligação – R$ 123,6 milhões