13 de julho de 2018, 09h47

Collor revela que conversa com Brizola foi fundamental para não tentar suicídio

Sobre Lula, Collor disse que “foram cometidas injustiças em relação a ele. Eu acho, eu acho, eu acho, eu acho. Injustiças”

FOTO: GERALDO MAGELA/AGÊNCIA SENADO

Em entrevista à repórter Thais Bilenky, na Folha desta sexta-feira (13), o ex-presidente Fernando Collor, que está em campanha para voltar ao Planalto, faz várias revelações. Entre elas a de que não se suicidou graças a uma conversa com Leonel Brizola.

De acordo com Collor, Brizola lhe disse: “doutor Getúlio [Vargas, ex-presidente] sofreu uma campanha como essa que você está sofrendo, só que não suportou e deu fim à vida. Eu queria lhe pedir uma coisa: resista”, contou.

Collor negou ainda, durante a conversa que tenha errado ao determinar o confisco da poupança. “Era uma necessidade absoluta. Se voltando àquele momento, faria do mesmo jeito”, disse.

Sobre ter apenas 1% das intenções de votos, disse estar acostumado às adversidades: “Os eleitores de 16 a 34 anos têm avaliação do meu governo de acordo com os livros, que distorceram lamentavelmente muito dos fatos”.

Sobre a prisão de Lula, seu adversário em 89, Collor disse que “foram cometidas injustiças em relação a ele. Eu acho, eu acho, eu acho, eu acho. Injustiças. O processo como um todo. Ele está sendo muito penalizado e isso eu não acho bom, sabe?”, concluiu.

Leia a entrevista completa na Folha