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28 de fevereiro de 2019, 11h26

Com 1,1% de crescimento, economia brasileira fecha 2018 em desaceleração

Passada a euforia de empresários e mercado financeiro com a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) e a nomeação do superministro Paulo Guedes, já há previsão de recuo na estimativa de crescimento para 2019, que deve ficar abaixo de 2%

Bolsonaro e Paulo Guedes (Montagem/Divulgação)
A economia brasileira fechou 2018 com leve crescimento, de 1,1%, mas fechou o ano em desaceleração, pressionada principalmente pelo recuo dos investimentos no quarto trimestre, o que ressalta a dificuldade de recuperação. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O PIB (Produto Interno Bruto) per capita – que mede a qualidade de vida das pessoas – cresceu 0,3% em 2018, repetindo o desempenho registrado um ano antes. O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou um aumento pífio, de 0,1%, no quarto trimestre do ano passado sobre os três meses anteriores. O resultado...

A economia brasileira fechou 2018 com leve crescimento, de 1,1%, mas fechou o ano em desaceleração, pressionada principalmente pelo recuo dos investimentos no quarto trimestre, o que ressalta a dificuldade de recuperação. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O PIB (Produto Interno Bruto) per capita – que mede a qualidade de vida das pessoas – cresceu 0,3% em 2018, repetindo o desempenho registrado um ano antes.

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou um aumento pífio, de 0,1%, no quarto trimestre do ano passado sobre os três meses anteriores. O resultado mostra a desaceleração em relação à taxa de crescimento de 0,5% no terceiro trimestre na mesma base de comparação.

Ao longo do ano passado, as previsões foram continuamente revistas para baixo com a paralisação dos caminhoneiros, ocorrida em maio, um mercado de trabalho cuja débil recuperação se deu à base de vagas informais e incertezas ligadas às eleições presidenciais.

O período também foi afetado pelo recuo de 6,6% nas Importações de Bens e Serviços. Ainda do lado das despesas, o consumo das famílias cresceu 0,4%, enquanto do governo teve queda de 0,3%.

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Com isso, a economia brasileira está no mesmo patamar do primeiro semestre de 2012, ou seja, ainda não se recuperou da crise — e deixa uma herança bastante fraca para 2019.

Passada a euforia de empresários e mercado financeiro com a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) e a nomeação do superministro Paulo Guedes, já há quem espere crescimento abaixo de 2%, com a retomada mais forte, uma vez mais, sendo empurrada para o próximo ano. Até meados de 2018, economistas também previam alta perto de 3% para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2019.

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