24 de setembro de 2018, 08h28

Com 51% de indecisas, mulheres podem definir as eleições presidenciais

No Sudeste está a maior concentração das mulheres indecisas - 45,3% -, sendo que a maioria delas, 54%, está na faixa onde a campanha petista de Fernando Haddad mais cresce: em famílias com renda de até dois salários mínimos por mês.

(Foto: Helô D'Angelo)
Com ato marcado para diversas cidades do Brasil – e até no exterior – contra a candidatura Jair Bolsonaro (PSL), as mulheres podem definir as eleições presidenciais no Brasil. Segundo dados inéditos da pesquisa Datafolha da última quinta-feira (20), divulgados nesta segunda-feira (24) pelo jornal O Globo, 39,4 milhões de mulheres (51% do eleitorado feminino) ainda não sabem em quem votar (38%) ou devem votar branco ou nulo (13%). A porcentagem representa o dobro do que acontece entre os homens. No Sudeste está a maior concentração das mulheres indecisas – 45,3% -, sendo que a maioria delas, 54%, está na...

Com ato marcado para diversas cidades do Brasil – e até no exterior – contra a candidatura Jair Bolsonaro (PSL), as mulheres podem definir as eleições presidenciais no Brasil. Segundo dados inéditos da pesquisa Datafolha da última quinta-feira (20), divulgados nesta segunda-feira (24) pelo jornal O Globo, 39,4 milhões de mulheres (51% do eleitorado feminino) ainda não sabem em quem votar (38%) ou devem votar branco ou nulo (13%). A porcentagem representa o dobro do que acontece entre os homens.

No Sudeste está a maior concentração das mulheres indecisas – 45,3% -, sendo que a maioria delas, 54%, está na faixa onde a campanha petista de Fernando Haddad mais cresce: em famílias com renda de até dois salários mínimos por mês. Entre as mulheres nordestinas, 26,4% ainda não decidiram seu voto. No sul, elas são 14,2%, Norte 7,6% e Centro-Oeste 6,3%.

Cerca de 60% dessas mulheres moram em cidades do interior, que, segundo cientistas políticos ouvidos pelo O Globo, não decidiram seu voto por ainda não terem acesso à informação.