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22 de março de 2019, 10h11

Com Bolsonaro alinhado ideologicamente a Israel, Brasil vota pela primeira vez contra palestinos na ONU

Desde 2006, 29 resoluções contra Israel foram votadas no Conselho de Direitos Humanos da ONU, todas com votos favoráveis do governo brasileiro

Bolsonaro e Benjamin Netanyahu (Arquivo/Agência Brasil)
Reportagem de Jamil Chade nesta sexta-feira (22) no Portal Uol informa que o governo Jair Bolsonaro (PSL) rompeu a tradição diplomática brasileira e votou contra os palestinos no Conselho de Direitos Humanos da ONU, ao rejeitar resoluções que condenavam Israel. Uma delas pedia justiça diante de supostas violações e crimes cometidos em conflitos registrados em 2018, em Gaza. A posição reitera o alinhamento ideológico do presidente brasileiro com o governo de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, com quem Bolsonaro se encontrará na próxima semana. Ao lado do governo brasileiro na votação, estiveram tradicionais aliados dos Estados Unidos, como Ucrânia e...

Reportagem de Jamil Chade nesta sexta-feira (22) no Portal Uol informa que o governo Jair Bolsonaro (PSL) rompeu a tradição diplomática brasileira e votou contra os palestinos no Conselho de Direitos Humanos da ONU, ao rejeitar resoluções que condenavam Israel. Uma delas pedia justiça diante de supostas violações e crimes cometidos em conflitos registrados em 2018, em Gaza.

A posição reitera o alinhamento ideológico do presidente brasileiro com o governo de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, com quem Bolsonaro se encontrará na próxima semana.

Ao lado do governo brasileiro na votação, estiveram tradicionais aliados dos Estados Unidos, como Ucrânia e Austrália, além do governo de extrema-direita de Viktor Orban, da Hungria.

O Brasil também votou contra uma resolução “favorável aos sírios e que condena Israel por violações aos direitos humanos em sua ocupação das Colinas de Golã e se absteve no que se refere à expansão dos assentamentos israelenses em terras ocupadas”, relata Chade.

Os documentos com mais de 250 páginas alertavam que as violações podem constituir crimes de guerra ou crimes contra a humanidade.

Desde 2006, 29 resoluções contra Israel foram votadas no Conselho de Direitos Humanos da ONU – todas com votos favoráveis do governo brasileiro, inclusive na gestão de Michel Temer.

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