15 de novembro de 2016, 18h44

Com críticas a Crivella, mais de 300 umbandistas comemoram o Dia Nacional da Umbanda

“A TV Record utiliza sua grade de programação para manipular a fé alheia. O programa ‘Fala que eu te escuto’ faz um discurso intolerante. O estado é laico, não podemos permitir isso. Não vamos no calar. A política não pode ser usada para um segmento religioso defender seus interesses particulares”, disse líder religioso em sessão comemorativa marcada por críticas ao prefeito eleito Marcello Crivella Por MUDA O Movimento Umbanda do Amanhã (MUDA) realizou na tarde desta terça-feira, 15 de novembro, às 15h, uma sessão de resistência com mais de 300 umbandistas. A festa que celebra o Dia Nacional da Umbanda...

“A TV Record utiliza sua grade de programação para manipular a fé alheia. O programa ‘Fala que eu te escuto’ faz um discurso intolerante. O estado é laico, não podemos permitir isso. Não vamos no calar. A política não pode ser usada para um segmento religioso defender seus interesses particulares”, disse líder religioso em sessão comemorativa marcada por críticas ao prefeito eleito Marcello Crivella

Por MUDA

O Movimento Umbanda do Amanhã (MUDA) realizou na tarde desta terça-feira, 15 de novembro, às 15h, uma sessão de resistência com mais de 300 umbandistas. A festa que celebra o Dia Nacional da Umbanda foi marcada pela união de diversos terreiros contra intolerância religiosa, com diversas críticas ao prefeito eleito do Rio, Marcello Crivella.

“Estamos comemorando com consciência. Ver este salão de Umbanda lotado mostra o quanto somos fortes juntos. Precisamos estar atentos ao projeto teocrático de poder. A eleição do bispo licenciado desta igreja, Marcello Crivella, para a prefeitura do Rio é um fato que causa medo nos religiosos de matriz africana. Nós somos demonizados todos os dias pela igreja dele”, ressaltou indignado o presidente do MUDA, Marco Xavier.

Vítima de intolerância religiosa, Marco, que também é sacerdote da Tenda Espírita Caboclo Flecheiro (TECAF), reclamou do uso de concessões públicas para disseminar o ódio no país. Ele afirma que espalham mentiras para causar medo na população. “A TV Record utiliza sua grade de programação para manipular a fé alheia. O programa ‘Fala que eu te escuto’ faz um discurso intolerante. O estado é laico, não podemos permitir isso. Não vamos no calar. A política não pode ser usada para um segmento religioso defender seus interesses particulares”, afirmou.

A umbanda é a única religião genuinamente brasileira. A data foi reconhecida através da lei 12.644, sancionada pela ex-presidente, Dilma Rousseff, que decretou o Dia Nacional da Umbanda a ser comemorado anualmente, em 15 de novembro. Este ano, os religiosos receberam com festa a notícia de que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, publicou decreto que declara a umbanda como patrimônio cultural de natureza imaterial da cidade. “Um gás na comemoração pelo dia da umbanda, diante da eleição do Crivella”, finalizou o presidente do movimento.

Foto: Publius Vergilius