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14 de maio de 2019, 11h47

Com quase 5 assassinatos por dia, Polícia do Rio bate recorde sob comando de Wilson Witzel

A carta branca dada pelo governador Wilson Witzel (PSC) para os snipers resultou na morte de 434 pessoas no primeiro trimestre de 2019, o maior número desde o início da série histórica, há 21 anos

Wilson Witel, governador do Rio (Reprodução/Facebook)
A carta branca dada pelo governador Wilson Witzel (PSC) para os snipers da polícia fluminense fez com que ele batesse um recorde nos três primeiros meses de gestão. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ), 434 pessoas foram assassinadas por policiais militares ou militares no primeiro trimestre de 2019, um recorde na série estatística, que teve início há 21 anos. Os números revelam que quase cinco (4,82) são mortas pela polícia do estado a cada 24 horas. As informações são de Fábio Grellet e Marcio Dolzan, na edição desta terça-feira do jornal O Estado de S.Paulo. Só em quatro...

A carta branca dada pelo governador Wilson Witzel (PSC) para os snipers da polícia fluminense fez com que ele batesse um recorde nos três primeiros meses de gestão.

Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ), 434 pessoas foram assassinadas por policiais militares ou militares no primeiro trimestre de 2019, um recorde na série estatística, que teve início há 21 anos.

Os números revelam que quase cinco (4,82) são mortas pela polícia do estado a cada 24 horas. As informações são de Fábio Grellet e Marcio Dolzan, na edição desta terça-feira do jornal O Estado de S.Paulo.

Só em quatro dias de maio, da sexta-feira, dia 3, à segunda-feira, dia 6, pelo menos 13 pessoas morreram por ação policial: quatro no morro do Borel (zona norte), uma na Rocinha (zona sul) e oito nas favelas do Complexo da Maré (zona norte).

“Nós já vínhamos numa crescente, especialmente no ano passado, a partir da intervenção federal chefiada pelos militares”, disse o sociólogo Ignacio Cano, coordenador do Laboratório de Análises da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (LAV/UERJ).

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“Agora, com a nova política de extermínio oficializada pelo governo Witzel, o que caberia esperar era justamente isso. O contrário seria uma grande surpresa.” O aumento foi de 18% sobre o primeiro trimestre de 2018, quando houve 368 mortos em supostos confrontos.

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