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08 de maio de 2018, 13h09

Comissão que acompanha caso Marielle e Anderson se reúne com delegado e cobra explicações

Os deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ), Erika Kokay (PT-DF), Luiza Erundina (PSOL-SP), Wadih Damous (PT-RJ) e Alessandro Molon (Rede) integram o grupo que acompanha as investigações

Uma comissão escolhida para acompanhar as investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes esteve reunida nesta terça-feira (8), com o delegado Fábio Cardoso, que comanda a Divisão de Homicídios da Polícia Civil. O encontro, com 1h30 de duração, tinha como intuito atualizar o grupo sobre os andamentos das investigações. As informações são de Rafael Nascimento, de O Dia. A comissão é composta pelos deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ), Erika Kokay (PT-DF), Luiza Erundina (PSOL-SP), Wadih Damous (PT-RJ) e Alessandro Molon (Rede) e foi formada há cerca de um mês, durante uma sessão solene em homenagem...

Uma comissão escolhida para acompanhar as investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes esteve reunida nesta terça-feira (8), com o delegado Fábio Cardoso, que comanda a Divisão de Homicídios da Polícia Civil. O encontro, com 1h30 de duração, tinha como intuito atualizar o grupo sobre os andamentos das investigações. As informações são de Rafael Nascimento, de O Dia.

A comissão é composta pelos deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ), Erika Kokay (PT-DF), Luiza Erundina (PSOL-SP), Wadih Damous (PT-RJ) e Alessandro Molon (Rede) e foi formada há cerca de um mês, durante uma sessão solene em homenagem à Marielle, na Câmara dos Deputados. Ao final, Jean Wyllys afirmou estar otimista com as investigações e pediu paciência à população, por causa da complexidade do crime.

“A reunião foi bem produtiva. O delegado disse que a polícia nunca falou que a arma era uma pistola, mas já sabia que era uma submetralhadora. Fábio afirmou também que várias linhas de investigação foram descartadas. É preciso ter paciência porque o crime exige uma investigação mais rigorosa”, destacou o deputado, acrescentando que o Parlasul (parlamento do Mercosul) vai vir ao Brasil para pedir um encontro com os investigadores.

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Antes da reunião, Wyllys havia apontado os erros da investigação. Ele não poupou o trabalho investigativo feito até agora. “Queremos ouvir hoje da Polícia Civil o porquê dessa sucessão de erros. Por que só agora eles divulgam que a arma foi uma submetralhadora? Por que deixaram várias cápsulas dentro do carro, já que houve uma primeira perícia? Por que as câmeras foram desligadas? Choca saber pela imprensa como estão as investigações, já que fizemos três reuniões com a DH sobre o caso Marielle e em todos os momentos eles disseram que as investigações estavam avançadíssimas. Garantiram sigilo para nós e, por isso, não podiam passar mais detalhes das investigações. Nos surpreende a imprensa ter mais detalhes do que a polícia passa para gente”, completou.

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