16 de janeiro de 2019, 14h07

Comitiva do PSL vai à China para conhecer tecnologia de reconhecimento facial do Partido Comunista

Bancada vai apresentar projeto para implantar sistema - que é criticado por manter a população chinesa sob controle - no Brasil. Daniel Silveira, que quebrou placa de Marielle, disse em rede social que intercâmbio não tem "nenhuma contrapartida ideológica".

Reprodução/Instagram
Uma comitiva com deputados federais e senadores eleitos do PSL, de Jair Bolsonaro, viajaram nesta terça-feira (15) para conhecer o sistema de monitoramento e reconhecimento facial em locais públicos instalado pelo partido comunista da China. O objetivo é importar o sistema para o Brasil, segundo reportagem de Aiuri Rebello, no Portal Uol, nesta quinta-feira (16). Segundo a reportagem, o deputado Felício Laterça (PSL/RJ) pretende apresentar, em nome da bancada, um Projeto de Lei que obriga a implantação da tecnologia de reconhecimento facial em locais públicos. O sistema consiste em câmeras especiais que podem ser usadas por policiais ou instaladas em...

Uma comitiva com deputados federais e senadores eleitos do PSL, de Jair Bolsonaro, viajaram nesta terça-feira (15) para conhecer o sistema de monitoramento e reconhecimento facial em locais públicos instalado pelo partido comunista da China. O objetivo é importar o sistema para o Brasil, segundo reportagem de Aiuri Rebello, no Portal Uol, nesta quinta-feira (16).

Segundo a reportagem, o deputado Felício Laterça (PSL/RJ) pretende apresentar, em nome da bancada, um Projeto de Lei que obriga a implantação da tecnologia de reconhecimento facial em locais públicos.

O sistema consiste em câmeras especiais que podem ser usadas por policiais ou instaladas em estações de trem e metrô, aeroportos, vias públicas de grande movimento de pedestres e até em pontos estratégicos de comunidades dominadas por traficantes e milícias.

“Pretendemos dar um choque de segurança pública nas cidades com a ajuda da tecnologia e experiência chinesa. Vamos conhecer o quartel-general de onde é operado esse sistema, assim como empresas que dominam a tecnologia”, disse o parlamentar, que foi delegado da Polícia Federal.

Críticos do sistema na China acusam do governo do Partido Comunista de usar o sistema para conseguir amplo controle social sobre seus cidadãos, ao vigiá-los sem que percebam ou tenham feito algo de errado.

Em sua página no Facebook, Daniel Silveira (PSL/RJ), um dos deputados que quebrou a placa de Marielle Franco durante a campanha eleitoral, afirmou que a viagem foi patrocinada pelo governo chinês “e sem nenhuma contrapartida ideológica. O intercâmbio é técnico”.

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